O semblante de Eduardo alterou-se. Ele pegou o celular e ligou para o advogado:
— Dimas foi levado pela polícia. Vá até a delegacia imediatamente, descubra o que aconteceu e dê um jeito de soltá-lo sob fiança.
Após instruir o advogado, Eduardo levantou-se e olhou para Fernanda:
— Preciso ir à empresa agora. Fique em casa esperando por notícias.
Fernanda rangeu os dentes:
— Irei com você. Não consigo ficar aqui sentada sem fazer nada.
O movimento de Eduardo ao pegar o paletó estacou. Ele falou friamente:
— Não há nada que você possa fazer lá. É melhor ficar quieta em casa e não atrapalhar correndo de um lado para o outro. Se houver alguma novidade, eu a avisarei.
Dito isso, sem dar oportunidade para Fernanda retrucar, ele saiu apressadamente.
Ao chegar à empresa, os acionistas, sabendo de sua presença, seguiram direto para o seu escritório e o cercaram.
— Sr. Eduardo, a notícia de que o Sr. Dimas foi levado pela polícia já está circulando na internet. Os rumores anteriores sobre as atividades ilícitas do Grupo Serpa também não foram contidos. Se as coisas continuarem assim, o Grupo Serpa trilhará o mesmo caminho de ruína que o Grupo Alves!
Eduardo assumiu um olhar severo e percorreu o acionista que falara com os olhos:
— É só um contratempo insignificante e vocês já se apavoram dessa forma?! Fiquem tranquilos, esse assunto será resolvido em três dias.
— É sério? Sr. Eduardo, não tente nos enganar.
— Sim. Agora tenho trabalho a fazer, voltem aos seus afazeres.
O acionista assentiu com a cabeça:
— Está bem. Neste caso, virei procurá-lo novamente daqui a três dias, Sr. Eduardo.
Pouco depois, os acionistas dispersaram-se.
Eduardo voltou à sua mesa e ligou para o gerente de relações públicas, mandando-o comparecer à sua sala.
O gerente de relações públicas bateu à porta e entrou no escritório trêmulo:
— Mandou me chamar, Sr. Eduardo?
— Sim. Como está o andamento da crise na internet?
Desde que entrou na sala de interrogatório, Dimas mantinha-se em total silêncio. Qualquer que fosse a pergunta feita pelos policiais, ele agia como se não a tivesse ouvido.
Um dos policiais mais jovens, perdendo a paciência, bateu na mesa:
— Ei, você perdeu a língua?
O policial mais velho lançou-lhe um olhar:
— Chega, Rodrigo. Você já interrogou bastante e deve estar cansado. Vá tomar um café e descanse um pouco, depois continuamos.
O policial chamado Rodrigo estava prestes a retrucar quando bateram à porta da sala de interrogatório.
O advogado de Dimas havia chegado.
Mesmo com a chegada do advogado, Dimas permaneceu calado, deixando toda a negociação a cargo do seu defensor.
Ao perceber que o advogado pretendia solicitar a fiança para Dimas, o policial mais velho sorriu e disse:
— Receio que isso não será possível. Se trouxemos o indivíduo para a delegacia, é porque já temos provas contundentes. Sr. Dimas, o senhor tem o direito de permanecer calado, mas o silêncio não tem muito valor diante de provas concretas. Sugiro que colabore conosco para facilitar as coisas.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Almas Gêmeas? Não no Meu Casamento!