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Almas Gêmeas? Não no Meu Casamento! romance Capítulo 533

O semblante de Eduardo alterou-se. Ele pegou o celular e ligou para o advogado:

— Dimas foi levado pela polícia. Vá até a delegacia imediatamente, descubra o que aconteceu e dê um jeito de soltá-lo sob fiança.

Após instruir o advogado, Eduardo levantou-se e olhou para Fernanda:

— Preciso ir à empresa agora. Fique em casa esperando por notícias.

Fernanda rangeu os dentes:

— Irei com você. Não consigo ficar aqui sentada sem fazer nada.

O movimento de Eduardo ao pegar o paletó estacou. Ele falou friamente:

— Não há nada que você possa fazer lá. É melhor ficar quieta em casa e não atrapalhar correndo de um lado para o outro. Se houver alguma novidade, eu a avisarei.

Dito isso, sem dar oportunidade para Fernanda retrucar, ele saiu apressadamente.

Ao chegar à empresa, os acionistas, sabendo de sua presença, seguiram direto para o seu escritório e o cercaram.

— Sr. Eduardo, a notícia de que o Sr. Dimas foi levado pela polícia já está circulando na internet. Os rumores anteriores sobre as atividades ilícitas do Grupo Serpa também não foram contidos. Se as coisas continuarem assim, o Grupo Serpa trilhará o mesmo caminho de ruína que o Grupo Alves!

Eduardo assumiu um olhar severo e percorreu o acionista que falara com os olhos:

— É só um contratempo insignificante e vocês já se apavoram dessa forma?! Fiquem tranquilos, esse assunto será resolvido em três dias.

— É sério? Sr. Eduardo, não tente nos enganar.

— Sim. Agora tenho trabalho a fazer, voltem aos seus afazeres.

O acionista assentiu com a cabeça:

— Está bem. Neste caso, virei procurá-lo novamente daqui a três dias, Sr. Eduardo.

Pouco depois, os acionistas dispersaram-se.

Eduardo voltou à sua mesa e ligou para o gerente de relações públicas, mandando-o comparecer à sua sala.

O gerente de relações públicas bateu à porta e entrou no escritório trêmulo:

— Mandou me chamar, Sr. Eduardo?

— Sim. Como está o andamento da crise na internet?

Desde que entrou na sala de interrogatório, Dimas mantinha-se em total silêncio. Qualquer que fosse a pergunta feita pelos policiais, ele agia como se não a tivesse ouvido.

Um dos policiais mais jovens, perdendo a paciência, bateu na mesa:

— Ei, você perdeu a língua?

O policial mais velho lançou-lhe um olhar:

— Chega, Rodrigo. Você já interrogou bastante e deve estar cansado. Vá tomar um café e descanse um pouco, depois continuamos.

O policial chamado Rodrigo estava prestes a retrucar quando bateram à porta da sala de interrogatório.

O advogado de Dimas havia chegado.

Mesmo com a chegada do advogado, Dimas permaneceu calado, deixando toda a negociação a cargo do seu defensor.

Ao perceber que o advogado pretendia solicitar a fiança para Dimas, o policial mais velho sorriu e disse:

— Receio que isso não será possível. Se trouxemos o indivíduo para a delegacia, é porque já temos provas contundentes. Sr. Dimas, o senhor tem o direito de permanecer calado, mas o silêncio não tem muito valor diante de provas concretas. Sugiro que colabore conosco para facilitar as coisas.

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