Antes que ele pudesse terminar a frase, sua coxa foi violentamente golpeada com uma cadeira.
Uma dor aguda e excruciante o invadiu. César soltou um grito de agonia, e gotas graúdas de suor frio escorreram por sua testa.
Contudo, antes que ele pudesse se recuperar, sua coxa recebeu mais um golpe brutal.
A dor era lancinante!
César desejava apenas perder a consciência e desmaiar, mas a dor intensa que irradiava de sua perna o mantinha terrivelmente desperto. Cada segundo que se passava era um tormento indescritível para ele.
O homem em pé diante dele deu um sorriso sarcástico: — César, quando você mandou quebrarem a minha perna, nunca imaginou que este dia chegaria, não é mesmo?
A dor era tanta que César não conseguia formular uma palavra. Mesmo que desejasse implorar por misericórdia, não lhe restava força alguma.
Ao observar o corpo do outro se encolher involuntariamente em reflexo à dor, com os pulsos e tornozelos esfolados e sangrando devido ao atrito contra as cordas de tanto forçar, Severino sentiu apenas uma profunda satisfação.
Ele arrancou bruscamente a venda dos olhos de César e sorriu, deliciando-se com a expressão de puro sofrimento no rosto do prisioneiro.
— Severino... Eu sei que errei com você. Se me deixar ir, eu lhe darei uma quantia de dinheiro suficiente para viver o resto dos seus dias com conforto...
Assim que as palavras foram ditas, Severino agarrou-o pelo queixo e cuspiu diretamente em sua boca.
César sentiu um ímpeto instintivo de vomitar, mas Severino forçou sua boca a se fechar bruscamente.
— César, tudo o que você me fez no passado, eu cobrarei em dobro no dia de hoje.
César tentou se debater, mas era impossível escapar das garras de Severino.
— Sobre seus pais, não há nada que eu possa fazer... Mas posso devolver a sua empresa. E quanto à Regina, eu... Eu também posso deixá-la retornar para você...
Severino inclinou-se em sua direção e, subitamente, deu um sorriso: — César, sabia que, neste exato momento, você se parece com um cãozinho abanando o rabo e implorando por piedade?
Um lampejo de humilhação cruzou os olhos de César, mas ele forçou um sorriso: — Severino, vamos conversar com calma... Toda a riqueza que você desejar, eu lhe darei... Ah!
Sem permitir que ele concluísse a frase, Severino ergueu a cadeira mais uma vez e a arremessou brutalmente contra sua coxa.
A dor excruciante o fez beirar o desmaio. Segundos antes de perder a consciência, ouviu a voz fria e zombeteira de Severino: — César, eu não preciso do seu dinheiro. O que eu quero é que passe o resto de sua vida confinado a uma cadeira de rodas...
César tentou balbuciar algo, porém sua visão escureceu de súbito, e ele perdeu totalmente os sentidos.

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