Na sala privativa, depois de uma eternidade, Zenobia se mexeu ligeiramente. Ainda de olhos fechados, parecia estar dormindo um sono pesado e tranquilo.
Quando Ema ligou novamente, Wendell ajeitou Zenobia nos braços, carregando-a no estilo noiva. Estava prestes a sair, mas a porta se escancarou repentinamente.
Era César, ofegante. Ao entrar, paralisou. Seus olhos caíram imediatamente sobre Zenobia, que descansava nos braços de Wendell. Ele arregalou os olhos, e seu rosto foi tomado por uma fúria escancarada.
— O que você está fazendo? Solte a Zenobia agora mesmo! — César gritou, a voz embargada pela ira.
Enquanto falava, disparou em direção a eles, pronto para arrancar Zenobia de Wendell à força.
Wendell uniu as sobrancelhas. Com um passo ágil, esquivou-se de César e respondeu, com o tom de voz totalmente sereno:
— Ela exagerou na bebida. A Ema veio buscá-la e eu só ia levá-la lá embaixo.
A esquiva de Wendell inflamou ainda mais a raiva de César, que apontou o dedo com firmeza e rosnou uma ordem:
— Então coloque ela na cadeira! Eu sou o namorado dela!
Wendell arqueou uma sobrancelha e proferiu, ainda calmo:
— Você não está à altura de Zenobia. Seria melhor sair da vida dela o quanto antes.
Essas palavras de Wendell acertaram César direto no ponto fraco. Ele já se sentia inferior quando estava perto de Zenobia, e agora, sendo humilhado por um estranho, era impossível engolir aquela afronta.
O rosto de César ficou rubro, e as veias latejavam em sua testa. Dando um passo brusco para frente, ele brandiu os punhos, arremessando um soco na direção de Wendell.
Wendell, que já esperava um movimento assim, esquivou-se facilmente, virando o corpo de lado, enquanto um brilho gélido passava por seus olhos.

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