César estava de bruços no chão, com o rosto completamente vermelho e os olhos cheios de raiva e humilhação. Ele queria reagir, mas percebeu que simplesmente não era páreo para Wendell.
César rangeu os dentes e disse:
— Você... Naquele dia no palco, eu vi o jeito que você olhava para a Zenobia! Se eu não sou bom o suficiente para ela, você acha que é?! A Zenobia nunca gostaria de alguém como você!
Naquele exato momento, Ema, que aguardava no andar de baixo e via que eles não voltavam, sentiu a ansiedade aumentar. Com medo de que algo tivesse acontecido com Zenobia, ela subiu as escadas às pressas.
Porém, ao entrar no camarote, a cena diante de seus olhos a fez arregalar os olhos de imediato, e ela gritou desesperada:
— Wendell! O que você está fazendo?! Solte-o agora!
Ao ouvir a voz de Ema, Wendell franziu levemente a testa e, devagar, tirou o pé das costas de César.
Ema estava totalmente confusa. Seu olhar varreu o camarote rapidamente e, ao ver que Zenobia estava segura no sofá, correu para ajudar César a se levantar, perguntando com preocupação:
— Você está bem?
César franziu a testa, exibindo uma expressão de dor. Ele limpou suavemente o sangue no canto da boca e perguntou, com os olhos cheios de dúvida:
— Ema, você conhece ele?
Ao ouvir as palavras de César, Ema tentou processar a situação rapidamente. Parecia que ele ainda não sabia da relação entre Wendell e Zenobia, mas por que eles estariam brigando? Evitando entrar em detalhes, Ema respondeu de forma evasiva:
— Ele é um agente muito famoso, quem neste meio não o conhece? O que aconteceu com vocês dois?
Apoiado por Ema, César se levantou lentamente e sentou-se em uma cadeira próxima. Seu olhar ainda ardia com as chamas da fúria, e ele cuspiu as palavras:
— Ele estava assediando a Zenobia.
— O quê?! — Ema não conseguiu conter um grito de espanto ao ouvir a acusação.

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