Durante todo o almoço, Alípio quase não respondeu, usando apenas poucas palavras para levar a conversa.
Depois do almoço, Natália levou Glória a um spa luxuoso.
No spa, embora Natália demonstrasse um cuidado extremo com Glória na superfície, por dentro não conseguia deixar de reclamar da obrigação de fazer companhia àquela senhora.
Ela respondia às conversas de Glória de forma distraída, torcendo para que aquele tempo torturante passasse logo.
Quando finalmente terminaram os tratamentos no spa, já passava das duas da tarde.
Depois de deixar Glória em casa, Natália olhou para o relógio e viu que eram quase três.
Retocou a maquiagem e foi direto para o estúdio de Ema.
Natália entrou no estúdio fingindo ser uma cliente. Mantinha o queixo erguido e lançava olhares críticos e desdenhosos enquanto avaliava o ambiente.
Seu olhar parecia examinar um objeto imperfeito, carregado de condescendência e arrogância.
A recepcionista se aproximou com um sorriso acolhedor para atendê-la:
— Olá, por favor, sente-se aqui. A senhora gostaria de fazer um ensaio fotográfico ou algum outro tipo de sessão?
Natália lançou-lhe um olhar indiferente. Em seguida, caminhou com passos elegantes, porém levemente arrogantes, e sentou-se vagarosamente.
Depois de se sentar, levantou levemente a mão e colocou sua bolsa de edição limitada sobre a mesa de centro, de forma extremamente casual e, ao mesmo tempo, proposital. O movimento foi lento e artificial, como se quisesse exibir o valor altíssimo do acessório.
Logo depois, ergueu ligeiramente o queixo e examinou a parede de fotos por um momento. Seus olhos revelaram um traço quase imperceptível de inveja e desprezo. Então abriu os lábios e disse:
— Esse tipo de fotografia artística em preto e branco... é a própria Vitra que fotografa?
— Sim, senhora. — A recepcionista respondeu com respeito.



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