Givaldo olhava para Amanda, com o rosto coberto de lágrimas e completamente em pânico, sentindo um turbilhão de emoções no peito.
Ele se lembrou da irmã doce e gentil que ela costumava ser, a menininha que sempre andava atrás dele, e que agora havia cometido um erro terrível por causa de inveja e ressentimento.
Vendo o silêncio do irmão, a mente de Amanda foi subitamente inundada por lembranças da infância.
Naquela época, eles brincavam juntos no jardim, e Givaldo a ajudava a pegar borboletas e colhia as flores mais bonitas para ela.
Quando ela caía sem querer, Givaldo corria preocupado, a ajudava a levantar, soprava suavemente a ferida e a confortava para que não chorasse.
Nas noites de verão, eles deitavam juntos na grama para ver as estrelas. Givaldo contava várias histórias divertidas, e ela sempre ouvia fascinada, acabando por adormecer docemente nos braços do irmão.
Aqueles dias eram tão acolhedores, tão maravilhosos.
— Givaldo, você ainda se lembra de quando éramos pequenos? — A voz de Amanda estava cheia de nostalgia. — Éramos tão felizes. Você sempre me protegia, nunca deixava que eu sofresse nenhuma injustiça. Agora, você não pode me proteger só mais uma vez?
Givaldo olhou para Amanda, também sofrendo por dentro. Ele sabia que as ações dela haviam violado a lei e que não podia acobertá-la. No entanto, ver sua irmã em um estado tão lamentável partia o seu coração.
— Amanda... — a voz de Givaldo saiu um pouco rouca. — Como você pôde fazer uma coisa dessas? Você me decepcionou demais.
Amanda balançava a cabeça freneticamente:

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