Bem quando Amanda estava imersa no desespero, Marisa e o pai adotivo, Emerson, chegaram.
Uma pequena chama de esperança se acendeu imediatamente no olhar de Amanda, como se tivesse avistado a luz no fim do túnel.
— Pai! Mãe! — Amanda chamou desesperada, com a voz embargada de choro. — Me salvem, por favor, eu não quero ser levada.
Assim que Marisa e Emerson entraram no salão, depararam-se com Amanda contida pelos seguranças e com as expressões tensas de todos ao redor.
Ambos ficaram confusos, sem entender o que estava acontecendo.
Além disso, desde que Amanda fora reconhecida pela família Ribeiro, ela não os chamava de "pai" e "mãe".
— O que houve? Amanda, o que aconteceu com você? — perguntou Marisa, assustada, apressando-se em ir até ela.
No entanto, ao ouvir as outras pessoas relatarem os feitos de Amanda, os passos de Marisa vacilaram. A ansiedade em seu rosto foi logo substituída por choque e decepção.
Ela arregalou os olhos, os lábios tremendo levemente, incapaz de acreditar que a filha que sempre julgou ser tão obediente seria capaz de cometer tais atrocidades.
Marisa balançou a cabeça devagar, com um olhar cheio de profunda tristeza. Seus ombros tremiam um pouco, como se estivesse sob um peso esmagador.
— Amanda, como você pôde fazer isso? Nós sempre a ensinamos a ser bondosa e íntegra, e você nos decepcionou dessa forma. — A voz dela soou rouca, com uma profunda sensação de impotência.
O semblante de Emerson escureceu assustadoramente. Ele franziu as sobrancelhas, formando vincos profundos na testa. Ele fuzilou Amanda com os olhos, com os punhos cerrados.

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