Percebendo que Alípio viera preparado, Ema entregou o próprio celular, contendo todas as provas, ao segurança.
Aos ouvirem aquelas palavras, os presentes voltaram a murmurar entre si.
Escondida no fundo da sala, Amanda estreitou os olhos ao observar a movimentação, sentindo um traço de apreensão surgir em seu íntimo.
Quando a imagem de um balcão de joias de jade foi projetada na parede, um calafrio percorreu a sua espinha.
Aproveitando a escuridão, ela tentou se esgueirar em direção à porta, mas seus dois braços foram agarrados com força abruptamente.
— Sra. Amorim, não tenha pressa. Assista até o fim antes de ir — ordenou friamente o segurança que a imobilizava.
Por mais que Amanda se debatesse, os dois seguranças a mantiveram firmemente no lugar.
Ema também se surpreendeu ao olhar para a projeção. Era a gravação do momento em que ela comprou a peça de jade. Pelo visto, Marcos havia conseguido alguém para recuperar os dados a tempo.
Enquanto Ema mantinha os olhos fixos na tela, sua mão fria foi de repente envolvida por uma mão grande e calorosa. Uma voz suave e magnética soou em seu ouvido:
— Não tenha medo, estou aqui.
Sob a luz fraca, Ema virou levemente o rosto. Alípio a observava de perfil.
Naquele breve contato visual, Ema sentiu como se uma corrente elétrica atravessasse seu corpo. Sem saber se era emoção ou outra coisa, ela soltou a mão dele apressadamente e voltou sua atenção para o projetor.
Alípio não recuou um milímetro. Apenas permaneceu ali ao seu lado, acompanhando-a. Ou melhor, protegendo-a.
Na tela, as imagens seguiam desde a compra do jade até a confissão de Osvaldo, somadas ao depoimento do homem responsável pelas câmeras de segurança. Naquele instante, toda a verdade foi escancarada.
Assim que o vídeo terminou, as luzes foram acesas instantaneamente.
O salão mergulhou em um silêncio absoluto por uma fração de segundos, antes de explodir num alvoroço generalizado.

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