Ema permaneceu em silêncio, mas seus olhos inevitavelmente marejaram. Naquele dia, Marisa e Emerson Amorim não estavam presentes; encontravam-se no hospital. No meio de tanta gente, apenas Givaldo a havia ajudado. E agora...
A aparição repentina de Alípio fez um calor reconfortante brotar em seu coração.
Vendo a expressão magoada de Ema, Alípio apertou levemente os ombros dela. Em seguida, virou-se, varrendo o grupo com um olhar glacial, que rapidamente pousou em Cynthia e sua mãe:
— Foram vocês que a intimidaram?
O tom de sua voz, embora não fosse alterado, causava uma tensão inexplicável em todos.
A mãe de Cynthia engoliu em seco e respondeu prontamente:
— Foi a Ema quem bateu na minha filha!
Alípio ergueu uma sobrancelha:
— E por que ela bateu na sua filha?
— Ela... — A mulher pareceu desconcertada. — Precisa de um motivo para agredir alguém? Você não tem bom senso?
Alípio manteve-se impassível e disse secamente:
— Se recusa a dizer o motivo, é porque sabe que não tem razão.
Ao terminar de falar, ele voltou o olhar para Givaldo:
— Pode me explicar?
Com uma expressão grave, Givaldo suspirou:
— Ela ofendeu a Ema gravemente.
— E quais foram as palavras exatas? — questionou Alípio.
Givaldo lançou um olhar para os presentes, aproximou-se de Alípio e sussurrou as palavras proferidas por Cynthia.

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