Ema ouvia as palavras de Osvaldo enquanto olhava para a mensagem de texto, que dizia:
— Certifique-se de recomendar a ela a estátua da longevidade. Após o sucesso, encontre uma maneira de trocá-la pela rachada, e eu lhe pagarei cem mil como recompensa. Se a recomendação falhar, aja de acordo com os meus sinais a qualquer momento.
O coração de Ema apertou com uma sensação sufocante. Amanda havia planejado aquela armadilha de última hora. Se o truque com a estátua da longevidade falhasse, ela já teria outro método engatilhado?
Portanto, a mudança repentina de atitude daquela mulher e o pedido de desculpas a Érica não passavam de uma farsa. Tudo aquilo era apenas um pretexto para fazer Ema baixar a guarda.
Que mulher cruel, que métodos implacáveis.
Ema controlou suas emoções e, ao ver Osvaldo ainda de joelhos no chão, sentiu-se um tanto confusa.
Ema disse num tom indiferente:
— Quanto ao seu problema, Ivan saberá como lidar. Pode ir embora.
Osvaldo não se moveu. Em vez disso, juntou as mãos, esfregando-as num gesto de súplica, e implorou a Ema:
— Sra. Pacheco, não, Sra. Salazar, a senhora tem muito poder, por favor, me salve! Além de me enviar esta mensagem, Amanda também me avisou que, se eu contasse a verdade, ela faria da minha vida um inferno. Eu... eu tentei entrar em contato com a minha família há pouco e não consegui. Suspeito que ela os tenha feito reféns. Por favor, me ajude!
Ema permaneceu em silêncio por um momento e respondeu:
— Primeiro, eu não sou a Sra. Salazar. Segundo, isso é um problema entre vocês dois e não tem nada a ver comigo. O fato de eu não processá-lo já é uma grande misericórdia da minha parte.
Dito isso, Ema jogou a caixa com a rachadura no chão e saiu da escada de emergência sem olhar para trás. Osvaldo tentou se levantar para segui-la, mas foi duramente chutado por um dos seguranças.
Ao voltar para perto do carro, Ema dirigiu-se educadamente aos quatro homens:
— Vocês me ajudaram muito, obrigada.
Enquanto falava, Ema pegou a carteira no carro, puxou algumas notas de dinheiro e as entregou a eles:
— Aceitem isso, considerem como um almoço por minha conta.
O chefe dos seguranças apressou-se em curvar-se levemente e disse:
— Sra. Pacheco, não podemos aceitar isso, mas agradecemos a gentileza. O Sr. Salazar nos ordenou que a protegêssemos, e com isso nossa missão está cumprida. Com licença.

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