Ema suspirou e disse:
— Você ainda é melhor em julgar as pessoas. Eu sempre acabo achando que os outros são bondosos demais.
Zenobia também suspirou:
— Isso acontece porque você conviveu com pouca gente. E então? Já tem algum plano em mente agora?
Ema assentiu:
— Eu não tinha ideia há pouco, mas as súplicas de Osvaldo me deram uma ideia.
— Que bom. Então não vou precisar te dar conselhos. Pelo que vi hoje, tenho certeza de que você dará conta. Vamos! Hora de comer bem!
— Fechado, eu pago. Depois de comer, vou dar um pulo no hospital para ver a Antonela.
Assim que as duas chegaram ao restaurante e fizeram o pedido, o celular de Zenobia tocou. Ema, por acaso, viu que era o nome de César Guerra brilhando na tela.
Depois que Zenobia desligou, Ema perguntou suavemente:
— Zenobia, você realmente gosta desse César?
Zenobia enrolou uma mecha de cabelo no dedo e respondeu, franzindo a testa:
— Dizer que gosto... acho que não trato ele tão bem quanto ele me trata. Mas dizer que não gosto... no outro dia fui à casa dele, vi uma garota lá e fiquei morrendo de raiva.
Ema ficou completamente confusa, sem conseguir decifrar se Zenobia estava falando sério ou não.
Ema também refletia intimamente se deveria ou não contar a ela que Wendell Belmonte havia retornado.
— Ema? No que você está pensando? — Zenobia acenou com a mão na frente dos olhos dela.
Ema despertou de seus pensamentos:
— Nada, é... a comida chegou.
Zenobia a encarou com desconfiança:
— Ema, você está escondendo algo de mim.
— Não estou.
— Desembucha logo!
Ema franziu a testa e foi direta ao ponto:
— O Wendell voltou.
Ema imaginou que Zenobia, ao ouvir aquilo, diria com desdém algo como: "Voltou, grande coisa, eu não ligo para ele."
Mas Zenobia não o fez. Ela ficou olhando vagamente para a comida na mesa e, inclusive, seus olhos ficaram um pouco avermelhados.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Acusada de Traição, Volto com Três Filhos