Ema lançou-lhe um olhar cortante, pegou a pequena bolsa de veludo, abriu-a e despejou o conteúdo na palma da mão. Era um talismã de jade de proteção intacto.
Ema perguntou friamente:
— Quem te mandou fazer isso?
Osvaldo apressou-se em balançar as mãos para explicar:
— Ninguém, ninguém me mandou, eu só queria ganhar um dinheiro extra vendendo isso por um preço alto.
Ema e Zenobia trocaram um olhar, e logo Ema disse friamente:
— Então me desculpe, Osvaldo. Já que você não quer entregar a pessoa por trás disso, a minha única opção é te mandar para a cadeia por fraude. Temos o depoimento e a gravação, você não vai conseguir escapar.
Dito isso, Ema propositalmente não lhe deu a chance de respirar e apenas lançou um olhar para os guarda-costas.
O guarda-costas o conteve rapidamente:
— Não precisa ficar com medo feito um frouxo, eu não vou te bater, vou te mandar direto para a cadeia.
Depois de dizer isso, perguntou ao guarda-costas ao lado:
— Aquele moleque da facção criminosa que foi pego por fraude pegou quantos anos mesmo?
O guarda-costas respondeu imediatamente com um tom de espanto:
— Você está falando daquele garoto com a tatuagem de cabeça de lobo? Nossa, aquilo foi feio, pegou quinze anos direto. E a porcaria que ele roubou nem era tão cara quanto esse jade.
O outro guarda-costas concordou:
— Por que vocês estão falando disso? Ele deve achar que nós combinamos isso de propósito para assustá-lo. Chega de conversa, vamos mandá-lo logo para a delegacia, já terminamos a nossa missão. Estou com fome, vamos rápido.
Sem dizer mais nada, os guarda-costas começaram a escoltá-lo para fora sem permitir discussão.

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