Depois de um tempo, o estado da garotinha se estabilizou um pouco. A mãe se levantou, foi até Benício, fez uma reverência profunda e disse com a voz embargada:
— Muito obrigada, senhor. Se não fosse pelo senhor, minha filha... eu nem sei como agradecer.
Ao dizer isso, ela voltou a chorar.
Benício se levantou rapidamente e a segurou pelos braços:
— Não diga isso. Foi o mínimo que eu podia fazer. O importante é que a menina está bem.
A mulher enxugou as lágrimas e explicou:
— Eu só parei para atender o celular e, num piscar de olhos, ela sumiu. Quando ouvi o barulho e vim correndo, vi que ela estava na água. Meu coração quase parou.
A essa altura, uma pequena multidão já tinha se aglomerado. As pessoas faziam sinal de positivo para Benício, elogiando sua coragem.
Ele deu um sorriso modesto:
— Qualquer um faria o mesmo nessa situação.
A mulher tirou um maço de dinheiro da bolsa e tentou entregá-lo a Benício, mas ele recusou com firmeza:
— De jeito nenhum eu posso aceitar isso. Por favor, guarde. Saber que a criança está a salvo é o que mais importa.
Emocionada, ela chorou mais uma vez e segurou a mão dele com força:
— O senhor é um homem muito bom. Muito, muito obrigada!
Benício sorriu e disse:
— Da próxima vez, fique mais atenta. Não deixe que ela saia da sua vista.
A mulher concordou repetidas vezes e foi embora com a menina.
Ema olhou para Benício com os olhos brilhando de aprovação. A assistente se apressou em dizer:
— Sr. Sousa, o senhor foi incrível. Mas, como o tempo já está esfriando, a água do lago devia estar gelada. É melhor voltar, tomar um banho quente e trocar de roupa, não acha?
Ema também concordou:
— É verdade. Volte, tome um banho quente e troque de roupa. Podemos marcar outro dia para ver as outras locações.

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