Enquanto Ema estava perdida em pensamentos, Givaldo ligou:
— Ema, não marque nada para depois de amanhã. É aniversário da vovó, e vamos fazer uma bela festa.
— Tudo bem, mano. — Ema concordou e logo em seguida perguntou: — Mano, alguma novidade sobre aquela boneca?
Givaldo suspirou:
— Nenhuma pista. Mandei meu pessoal verificar as câmeras de segurança pelo trajeto do entregador, mas algumas câmeras da rua estavam quebradas, e a placa da moto era clonada. O modelo também era comum, difícil de rastrear.
Ema franziu o cenho e disse, preocupada:
— Eu suspeito que a Helena esteja por trás disso tudo.
Givaldo perguntou rapidamente:
— Você descobriu alguma coisa? Me conta, vou tentar analisar.
Ema então lhe contou sobre o encontro que teve com Fátima e Catarina.
Givaldo ficou em silêncio por um instante antes de dizer:
— Talvez a gente precise encontrar um jeito de atraí-la para fora. Se ela continuar escondida, não vamos saber qual vai ser a próxima jogada suja dela.
Ema apertou os lábios e disse em voz baixa:
— Eu não tenho certeza dos sentimentos dela pelo Alípio, não sei...
— Ema. — Givaldo a interrompeu. — Se foi ela quem mandou a boneca, é bem provável que ainda te odeie por causa dele. O ódio de uma mulher por outra geralmente tem a ver com um homem, com sentimentos.
Ema refletiu sobre as palavras dele e respondeu:
— Mano, você tem razão. Mas o que eu não entendo é por que ela decidiu me atacar agora, depois de tantos anos sem fazer nada.
Givaldo fez outra pausa antes de opinar:
— Acho que ela devia estar enrolada com os próprios problemas e não tinha tempo para isso, ou talvez tenha visto que você e Alípio se reaproximaram recentemente. Você a conhece melhor do que eu. O que acha?
Ema não comentou a suposição dele e perguntou diretamente:

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