Quando terminaram de ver os cenários, Ema lhe mostrou alguns de seus melhores trabalhos.
Benício parecia muito satisfeito com tudo. Ele olhou para o portfólio e perguntou:
— Sra. Pacheco, para as fotos externas, vocês devem ter parceria com jardins ou locais históricos, certo?
— Temos, sim. — Ema assentiu e pegou outro catálogo. — Dê uma olhada neste. Suas exigências combinam mais com locações externas. Se o senhor tiver tempo agora, posso pedir para alguém levá-lo para ver os lugares, e aí o senhor decide depois.
— Tenho tempo. — Benício sorriu com elegância. — Mas você deveria ir também, não acha? Sendo a fotógrafa, vai saber me explicar muito melhor.
— Claro. Aguarde um momento. Vou preparar o carro e chamar minha assistente.
Ema organizou tudo rapidamente. Ao chegarem ao destino, ela apresentou com desenvoltura as características de cada ponto e o estilo de foto que combinava com eles.
Benício escutava com atenção, assentindo com frequência.
— Sra. Pacheco — disse Benício, olhando para ela com um sorriso cheio de admiração. — Você não é apenas uma ótima fotógrafa, como também explica tudo como uma guia turística profissional. É uma honra fotografar com você.
— O senhor me elogia demais. — Ema sorriu docemente. — Ter o reconhecimento de um cliente é a maior alegria de quem trabalha com isso.
Nesse momento, a assistente ofereceu garrafas de água. Benício pegou uma e logo abriu a tampa para Ema.
Eles mal tinham bebido a água quando um grito agudo quebrou a tranquilidade.
Ema, Benício e a assistente olharam instintivamente na direção do som. Não muito longe, à beira do lago, uma mulher gritava e chorava desesperadamente:
— Socorro! Alguém me ajuda! Salvem a minha filha!
A voz dela carregava pavor e desespero, e ela parecia completamente fora de si.

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