Cada movimento de Benício era preciso e poderoso; cada golpe acertava o alvo em cheio. Sua respiração continuava calma, sem sequer se alterar diante da intensidade da briga.
Sob seu contra-ataque implacável, os homens foram caindo um por um no chão, gemendo de dor.
Os seguranças do bar finalmente apareceram e imobilizaram os arruaceiros caídos.
Benício puxou o líder da gangue pelo colarinho e ordenou friamente:
— Peça desculpas às duas.
O brutamontes olhou de esguelha, acovardado, para Ema e Zenobia:
— Des... desculpa!
Zenobia estava longe de ter a paciência de Ema. Pegou um copo cheio de bebida em cima da mesa de centro e jogou diretamente no rosto do sujeito:
— Cai fora, seu nojento!
Humilhados, os marginais foram arrastados para fora pelos seguranças.
Os curiosos começaram a vibrar, e uma onda de aplausos se espalhou pelo bar.
Elogios como “Isso aí!” e “Mandou bem demais!” ecoavam por todo o ambiente.
Uma mulher estilosa comentou animada com as amigas:
— Que cara incrível, fez a clássica cena do herói salvando as donzelas!
Outro homem ergueu o polegar, maravilhado:
— Dá para ver pelos movimentos que ele luta profissionalmente!
Alguém que tinha filmado toda a confusão murmurou enquanto mexia no celular:
— Vou postar isso na internet. O pessoal precisa ver.
Um grupo de jovens se aproximou, olhando para ele com pura admiração:
— Cara, você é demais! Ensina uns golpes para a gente?
Uma garota jovem, vermelha até as orelhas, cochichou para a amiga sem tirar os olhos de Benício:
— Uau... além de lutar bem, ele é lindo.
Todos os olhares se voltaram para ele, como se Benício fosse a atração principal da noite.

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