Ema ficou totalmente confusa, franziu o cenho e perguntou:
— E ser chamada de senhora te deixou nesse estado? Nós duas vamos fazer trinta anos daqui a pouco. Já passamos da idade de sermos garotinhas.
— Ema!!! — Zenobia gritou de repente. — Eu não sou uma senhora! Eu ainda sou jovem! Não, não é isso, o problema não foi esse. Você me fez perder o foco!
Nesse exato momento, um homem surgiu no campo de visão de Ema e, olhando bem, não era ninguém menos que César?
Ele foi para o lado de Zenobia e a abraçou sem cerimônia:
— Zenobia, eu já te expliquei. Eu não tenho nada com ela.
Ao ouvir aquilo, a mulher ficou ainda mais irritada e começou a se debater loucamente nos braços de César:
— Nada?! Nada e a garota estava dentro do seu apartamento?! César, você acha que eu nasci ontem?!
Enquanto gritava, ela empurrava o homem com toda a força.
Só então Ema compreendeu a situação. Ela balançou a cabeça, resignada, e ficou ali parada, apenas observando a cena em silêncio.
César continuava tentando acalmá-la, mas a bebida havia transformado Zenobia numa pessoa completamente diferente; ela estava fazendo um escândalo assustador.
No meio dos empurrões, Zenobia esbarrou violentamente em Ema, que perdeu o equilíbrio e caiu para trás.
Numa fração de segundo, um homem estendeu a mão e segurou a cintura de Ema com firmeza.
Ainda assustada, Ema se virou e, ao perceber que era um homem, soltou-se imediatamente e deu um passo para trás.
— Você está bem? — o homem perguntou educadamente. Seu tom transbordava preocupação, mas os olhos, ligeiramente semicerrados, pareciam esconder intenções mais profundas.
Ema acenou rapidamente com as mãos:
— Obrigada, eu estou bem.
Enquanto falava, Ema o analisou automaticamente. Ele vestia um terno escuro de corte impecável e uma camisa branca por baixo, com os primeiros botões abertos.

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