Catarina abaixou a cabeça, e sua voz saiu com um leve tremor:
— Eu sei que errei. Estava cega e não te tratei direito. Mas Tânia e Alan são inocentes. Eles são apenas crianças, e a capacidade mental deles não é como a das pessoas normais. Eu te imploro.
Ema mordeu o lábio, e um lampejo de frieza cruzou seu olhar quando mudou de assunto abruptamente:
— Catarina, Helena veio te visitar, não foi? O que ela veio fazer aqui?
O olhar de Catarina se esquivou, e ela gaguejou:
— N-nada... Só veio conversar. Ela não quer me aceitar como mãe.
Ema a encarou com indignação:
— Não tente me enganar. Se ela não quisesse te ver, por que viria até aqui?!
Catarina abaixou os olhos e hesitou um pouco antes de responder:
— Ela... ela queria saber sobre você por meu intermédio.
Ema franziu as sobrancelhas:
— Sobre mim? O que diabos ela está planejando?
Catarina suspirou:
— Eu não sei ao certo. Ela não me contou muita coisa.
Ema soltou uma risada gélida:
— Catarina, é bom ficar na prisão? Se você estiver incentivando Helena a aprontar alguma coisa, o fim dela amanhã será igual ao seu hoje!
Catarina ergueu a cabeça, com os olhos cheios de lágrimas:
— Não, eu não faria isso. Eu já aconselhei ela. Juro que aconselhei.
Ema ficou em silêncio por um longo tempo, com a mente tomada por pensamentos conturbados.
Mas, mesmo com Catarina implorando até o fim do horário de visita, Ema não aceitou cuidar de Tânia e Alan.
....................
À noite, Zenobia Duarte ligou de repente, pedindo que Ema fosse encontrá-la em um bar.
Percebendo que a voz da amiga não parecia normal, Ema correu para o local.
Assim que entrou no bar, a batida pesada da música atingiu seus tímpanos.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Acusada de Traição, Volto com Três Filhos