O médico, com uma expressão constrangida, disse:
— Está bem... então vou aceitar.
Marcos saiu do consultório e caminhou apressado pelo corredor.
Alípio havia planejado friamente toda aquela cena só para ver qual seria a reação de Ema.
Mas aquilo tinha ido longe demais, a ponto de fazer a própria mãe desmaiar. Não seria nada bom se ela acordasse e encontrasse Ema ali.
Por isso, Marcos saiu correndo para tentar dar um jeito de interceptar os pais dele e ganhar algum tempo.
No quarto, Ema quase não conseguia respirar por causa do abraço apertado de Alípio.
Quando ele finalmente a soltou, falou num tom quase manhoso:
— Ema... estou com sede.
Ema viu que ainda havia água no copo sobre a mesa de cabeceira, pegou-o e o levou até os lábios dele:
— Beba um pouco, em goles pequenos. Se ficar com fome mais tarde, coma devagar também, de preferência alguma coisa mais leve.
O rosto abatido de Alípio esboçou um leve sorriso ao responder:
— Tá bom, meu amor.
Ema:
— ...
Depois de dar água a ele, Ema se sentiu um pouco desconfortável. Baixou a cabeça e disse:
— Então... o meu irmão vai buscar as crianças daqui a pouco, e eu... eu vou voltar para tomar banho primeiro. Você acabou de acordar, então se recupera bem antes. Que tal ver as crianças daqui a alguns dias?
Alípio respondeu de imediato:
— Não. Assim que as crianças chegarem, me manda uma mensagem.
— ...Tá bom. Então descansa um pouco. Eu... eu vou voltar para o meu quarto. — Ema falou de forma hesitante, enquanto se levantava.
Ela mal havia se virado quando Alípio segurou sua mão:
— Ema, eu te amo.
Ema não olhou para trás. Soltou-se dele, constrangida, e saiu apressada do quarto.

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