Ema assentiu, olhando pela janela com uma expressão complexa.
Zenóbia continuou a consolá-la:
— Tá certo, Ema, não pensa demais nisso. O tempo vai mostrar tudo. Hoje à noite eu tenho um jantar de negócios e amanhã cedo também preciso resolver umas coisas do trabalho. Vou indo e amanhã venho te ver. Seus pais devem voltar em breve.
Ema voltou à realidade, olhou para Zenóbia e disse:
— Sim, pode ir. Não atrasa por causa do trabalho. E se lembra de não beber demais.
— Tá bom, pode deixar.
....................
Pouco depois de Zenóbia sair, a porta do quarto foi aberta suavemente e uma figura elegante entrou.
Ema virou a cabeça e viu que era Amanda.
Ela segurava um buquê de flores e entrou de salto alto, com um ar arrogante.
A maquiagem estava impecável, e as roupas de grife destoavam completamente do quarto branco do hospital e da palidez de Ema.
O cabelo ondulado e volumoso caía casualmente sobre os ombros, e ela andava de forma insinuante a cada passo, como se não estivesse num hospital, mas numa passarela.
Amanda parou a certa distância da cama e disse em voz suave:
— Sra. Pacheco, dizem que quem escapa da morte depois ganha muita sorte na vida.
Ema franziu a testa. O sorriso de Amanda parecia sincero, mas as palavras soavam desconfortáveis. Ainda assim, como ela estava ali em visita, Ema respondeu com educação:
— Foi só sorte. Sente-se.
Amanda respondeu com indiferença e viu um vaso simples sobre o armário num canto do quarto.


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