Havia outro motivo para Givaldo não ter tocado no assunto. Ele temia que aquilo influenciasse os sentimentos de Ema.
Se ela decidisse voltar para Alípio apenas por gratidão, com o tempo os mesmos problemas voltariam a aparecer.
Era melhor deixar que ela entendesse o próprio coração antes de tomar qualquer decisão. Esse seria o ideal.
....................
No quarto de hospital de Alípio.
Glória estava curvada sobre a cama, chorando sem parar.
Ver os olhos do filho fechados com firmeza lhe causava uma dor insuportável.
Ricardo, sentado ao lado dela, acariciava-lhe os ombros repetidamente para consolá-la.
Sentado mais adiante, Diogo soltava suspiros pesados:
— Glória, pare de chorar tanto. Você também precisa cuidar da sua saúde.
Glória ergueu o rosto banhado em lágrimas e disse, chorando:
— Pai, se chegamos a esse ponto e o meu filho está desse jeito, o senhor também tem culpa.
Ignorando a expressão sombria de Diogo ao ouvir aquilo, Glória continuou a atacá-lo:
— Naquela época, eu queria apresentar ao Alípio a filha dos Cordeiro, lá da zona oeste. Pelo menos seria um casamento à altura. E a Ema? Embora agora tenha reencontrado os pais biológicos, ela cresceu naquela vidinha simples da família Pacheco. E essa tal de Catarina... eu ouvi várias coisas. Uma criança criada por uma mãe daquelas podia sair boa em quê? Foi o senhor que enfiou essa mulher na vida do meu filho! O senhor ama o seu neto ou queria destruir a vida dele?
— Glória, como você tem coragem de falar assim com o meu pai? — Ricardo a interrompeu imediatamente. — O que passou, passou. De que adianta falar disso agora? A culpa é do nosso próprio filho, que não sabe se controlar. Olha o estado em que ele ficou, parece que nunca viu mulher na vida.

VERIFYCAPTCHA_LABEL
Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Acusada de Traição, Volto com Três Filhos