Givaldo segurou o braço dela imediatamente:
— Você ainda está muito fraca, não pode se mexer. Fica quietinha aí.
Ema ergueu o rosto molhado de lágrimas e disse, soluçando:
— Givaldo... lá dentro, ele deixou quase toda a água e o pão para mim. Foi ele quem me deu forças para continuar. Se não fosse por ele... eu não teria saído viva.
— Fica quietinha aí. — Givaldo enxugou as lágrimas dela e disse com seriedade: — Eu sei de tudo isso. Primeiro senta direito e escuta o que eu tenho para te dizer.
Depois de acalmar Ema, Givaldo fez sinal para os outros saírem do quarto antes de perguntar:
— Ema, depois de passar por tudo isso... você quer voltar com ele?
Antes que Ema pudesse responder, Givaldo acrescentou:
— As pessoas mudam muito depois de passar por um trauma grande. Seja qual for a sua escolha, eu vou te apoiar. Mas você precisa entender com clareza se o que sente por ele agora é gratidão ou se o amor voltou. Isso é muito importante.
Ema continuava com o rosto molhado. Respirou fundo e respondeu com a voz embargada:
— Givaldo... eu ainda não pensei nisso. Eu só quero que ele fique bem...
Givaldo observou a expressão de Ema. Pela intuição dele, ela estava emocionalmente abalada e tocada. Com base nisso, decidiu contar como as coisas estavam naquele momento.


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