Ema ficou sentada ali, devastada, com o olhar perdido no chão e o coração completamente exausto.
Pensando no passado, ela só queria se casar com o homem que amava, ter um filho e viver em paz, mas acabou sendo destruída daquela forma por uma pessoa de fora.
Até que ponto Helena queria ficar com Alípio para se dar a tanto trabalho a fim de separá-los?
Nesse exato momento, uma voz suave soou acima de sua cabeça:
— Ema?
Ema levantou lentamente o rosto. No seu campo de visão estava Givaldo, mas ao lado dele também estava Alípio. Alípio lançou-lhe um olhar profundo e seguiu em direção à mesa dos policiais.
— Ema? O que houve com você?
Givaldo perguntou, preocupado, abraçando seus ombros, enquanto olhava involuntariamente para a mulher ajoelhada no chão.
Ema recobrou um pouco a consciência e respondeu com voz cansada:
— Estou bem, Givaldo... Já podemos ir?
— Ele foi resolver a papelada. Daqui a pouco a gente já pode sair.
— Tá bem...
Givaldo percebeu que Ema parecia ter sofrido um grande choque. Ele olhou outra vez para a mulher ajoelhada e perguntou, confuso:
— O que exatamente aconteceu aqui?
Ema encontrou o olhar dele:
— Givaldo, eu te conto quando a gente sair.
Enquanto isso, Thaísa, que estava ajoelhada aos pés de Ema, foi levantada por um policial.
Ao perceber que seria levada, ela juntou as mãos às pressas em súplica e implorou a Ema:
— Por favor, me ajuda! Me ajuda!
Assim que terminou de falar, foi levada embora.
Vendo que Alípio ainda estava conversando com o policial, Ema contou rapidamente a Givaldo o que Thaísa havia acabado de lhe dizer.
Givaldo também ficou chocado com a conspiração de Helena. Ele respirou fundo e consolou Ema:


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