Ema massageou as têmporas e perguntou, sem paciência:
— Escuta, a senhora tem algum problema psiquiátrico?
Thaísa agitou as mãos às pressas, explicando:
— Não me entenda mal, eu não tenho. Sou perfeitamente normal.
Seus olhos estavam cheios de urgência e sinceridade, e suas mãos apertavam inconscientemente a barra da blusa:
— A minha intenção inicial era pedir que você pagasse o lenço para mim e, em troca, eu te contaria uma coisa muito importante. Mas, de repente, ouvi aqueles funcionários dizendo que você era a mulher da plástica, e fiquei com medo de continuar falando.
Thaísa apertou os lábios, com um traço de súplica no olhar, e prosseguiu:
— Se você não quisesse me ajudar, eles com certeza não iam me deixar em paz. Então... eu não tive outra saída a não ser me agarrar em você. Se você estiver disposta a me tirar daqui, eu conto tudo o que sei.
Depois de ouvir aquilo, Ema franziu a testa, ainda com expressão severa:
— Você falou um monte de coisas, mas afinal quer falar sobre o quê? Eu nem te conheço. Que informação você teria que fosse tão importante assim para mim? Além disso, você tentou furtar coisas dos outros. Quem vai acreditar em você? Minha senhora, é melhor sentar aí e esperar quieta a decisão da polícia.
Depois disso, Ema virou o corpo para o outro lado, sem vontade de continuar lhe dando atenção.
Um momento depois, a voz de Thaísa soou novamente atrás dela:
— Você conhece a Vitória, não conhece? Uma cuidadora de gestantes.
Ao ouvir aquele nome, Ema parou por um instante. Vitória era a pessoa que Alípio havia contratado especialmente para cuidar dela durante a gravidez. Que problema poderia haver?
— O que você quer dizer?
Ema virou-se de novo para perguntar.


VERIFYCAPTCHA_LABEL
Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Acusada de Traição, Volto com Três Filhos