Nesse momento, um dos funcionários da loja finalmente chamou a polícia.
Ao ver a situação, Ema puxou Hortensia e sussurrou em seu ouvido:
— Não grava mais. Vai que depois ela resolve acusar a gente de agressão. Os policiais devem chegar a qualquer momento.
— Tudo bem, Ema.
Hortensia concordou, mas logo em seguida resmungou baixinho:
— Que mulher maluca. Isso que é azar: sair de casa e dar de cara com uma doida varrida.
Hortensia olhou para a mulher que ainda abraçava a perna de Ema. Com medo de que a amiga se cansasse de ficar em pé, trouxe uma cadeira para que ela se sentasse.
Ema também já estava exausta com toda aquela confusão e se sentou para esperar. Ao lado, alguns funcionários ainda cochichavam entre si.
Ema os advertiu friamente:
— Se não quiserem receber uma reclamação formal e acabar perdendo o emprego, é melhor ficarem calados.
Ao ouvirem isso, os funcionários realmente sossegaram bastante.
Alguns minutos depois, dois policiais entraram. Após perguntarem aos funcionários o que havia acontecido, olharam para Ema e depois para a mulher no chão:
— Qual é o seu nome? Solte as mãos e levante-se primeiro.
A mulher não disse nada e não fez o menor movimento.
Um dos funcionários imediatamente pegou a carteira caída no chão e a entregou ao policial. O policial tirou a identidade de dentro, comparou com o rosto da mulher e disse:
— Seu nome é Thaísa Falcão, certo? Acabamos de confirmar com os funcionários que os itens que você tentou furtar somam treze mil reais. A senhora vai ter que nos acompanhar.
Só então Thaísa abriu a boca. Ela soltou uma das mãos, apontou para Ema e disse:
— Policial, foi ela. Foi ela que mandou eu roubar.
Ema rebateu de imediato:
— Policial, eu nem conheço essa mulher...
Ema então contou aos policiais tudo o que tinha acabado de acontecer.
Depois de ouvir, o policial voltou a perguntar aos funcionários. Um deles respondeu:


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