Ela se apressou em bater no braço de Alípio, repreendendo-o:
— Alípio, solte ele imediatamente!
— Ema, volta para a sala. Você não precisa se meter nisso. — disse Samuel, com a testa franzida e a voz carregada de dor.
Alípio também falou:
— Volte para a sala.
Ema olhou rapidamente para os dois e continuou batendo no braço de Alípio. Com medo de chamar a atenção de curiosos, ordenou em voz baixa:
— Não! Solte ele primeiro!
Alípio franziu a testa e, em seguida, soltou Samuel, dizendo suavemente para Ema:
— Volte para a sala primeiro.
Ema não se mexeu, e Samuel concordou:
— Pode voltar.
Ema olhou para os dois com angústia. Ela percebia que ambos falavam sério ao mandá-la se afastar.
Queria voltar, mas temia que eles começassem a brigar de novo assim que ela virasse as costas. Naquele momento, Hortensia veio correndo de longe, ofegante, e disse:
— Ema, vai rápido falar com a Zenobia! Ela começou a discutir com o Sr. Sousa, e os dois estão virando copos sem parar. Já estão quase caindo de tão bêbados.
Ema soltou um suspiro pesado, lançou um último olhar aos dois e correu com Hortensia em direção à sala.


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