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Acusada de Traição, Volto com Três Filhos romance Capítulo 169

— Alguém aí, abra o guarda-roupa!

A empregada ao lado ficou com uma expressão embaraçada.

Olhou hesitante para Alípio, como se pedisse sua permissão.

— Tá olhando pra ele por quê? Nesta casa a minha palavra não vale mais nada? — Diogo repreendeu a empregada em voz alta.

Alípio silenciou por alguns segundos antes de falar para acalmar Diogo:

— Vovô, não se irrite. Na família Salazar, é claro que é o senhor quem manda.

Dito isso, Alípio olhou para a empregada e ordenou com seriedade:

— Vá, abra a porta.

A empregada não ousou demorar nem mais um segundo; correu para o guarda-roupa e abriu as portas sem hesitar.

Diogo correu para verificar, e Alípio o seguiu de perto.

Roupas perfeitamente organizadas e penduradas apareceram diante deles.

Diogo franziu a testa, varrendo cada peça de roupa com o olhar.

Olhou para a esquerda, olhou para a direita e, finalmente, curvou-se para olhar a parte inferior, soltando uma exclamação:

— Ema?! Ema?!

Enquanto gritava, Diogo, como uma criança, praticamente se deitou no chão, estendendo a mão para puxar o braço de Ema.

Alípio também se curvou para ver.

Ema estava sentada, encolhida no canto do armário, com os braços abraçando firmemente os joelhos e a cabeça baixa, que agora se erguia lentamente.

Aquele corpo pequeno encolhido parecia desamparado e frágil.

O olhar cansado e injustiçado provocou uma onda de surpresa em Alípio.

Passaram-se apenas alguns minutos, não?

Como assim? Ela parecia outra pessoa!

Ema, na verdade, sem saída momentos antes, teve uma ideia repentina...

Ela levantou a cabeça devagar, com o olhar turvo, movendo os olhos muito lentamente entre Alípio e Diogo.

Diogo apontou para Alípio, perguntando a Ema.

Ema franziu o cenho, manteve a expressão anterior e tremeu os lábios sem dizer nada.

Mas aos olhos de Diogo, aquela resposta silenciosa era uma confirmação.

Bufando de raiva, Diogo puxou Ema pelo pulso e saiu andando.

Ao passar por Alípio, Diogo soltou um grunhido frio, com um tom de insatisfação:

— Você também, venha! Para o escritório!

Alípio franziu a testa, passou o indicador pela sobrancelha e, semicerrando os olhos, fixou um olhar penetrante nas costas de Ema.

Essa mulher... ele não a conhecia nem um pouco...

Jogando com ele? Muito bem.

Ema, enquanto caminhava com Diogo até a porta, virou o olhar instintivamente para trás, vislumbrando Alípio.

Ele... o rosto dele parecia estar ficando verde...

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