Ema subiu as escadas apressadamente, na maior velocidade que conseguiu.
Por enquanto, ela não queria que o avô soubesse que ela carregava um bebê na barriga.
Ela ainda não havia decidido como lidar com Alípio.
Se o vovô Diogo se envolvesse, ele certamente insistiria para que ela ficasse.
E ainda havia as outras crianças... a situação dela ficaria muito mais difícil.
Mas o olhar que Alípio lhe lançou também indicava para ela se esconder lá em cima primeiro, o que a deixou intrigada.
Qual seria a intenção dele...
Mal Ema havia se escondido no quarto, ouviu claramente a voz de Diogo Salazar vindo do andar de baixo:
— Seu moleque! Onde está a nossa Ema?!
Ema percebeu que a voz de Diogo estava cheia de ansiedade e insatisfação.
Ela prendeu a respiração para escutar e, em seguida, ouviu a voz obediente de Alípio:
— Vovô, por que o senhor veio? A Ema ainda está estudando no exterior... Vovô? Vovô?
Ema escutava silenciosamente, captando apenas metade do diálogo.
Logo depois, ouviu a voz de Alípio chamando pelo avô repetidamente.
E aquela voz parecia estar cada vez mais perto.
Ema ficou tensa.
Diogo estava subindo? E Alípio estava correndo atrás dele?!
O olhar de Ema varreu o ambiente rapidamente, procurando desesperadamente um esconderijo.
Após um momento de hesitação, Ema correu para o guarda-roupa.
Mal havia fechado a porta do armário quando ouviu o som da porta do quarto sendo aberta.
— Ema? Pequena Ema?
Diogo chamava enquanto espichava a cabeça para dentro do quarto.
Sua voz soava extraordinariamente nítida no silêncio do cômodo.
O coração de Ema acelerou instantaneamente, como se ela fosse ser descoberta no segundo seguinte.
De repente, o olhar de Diogo se voltou para o guarda-roupa.
O coração de Ema deu um salto! Seu corpo recuou involuntariamente.
Enquanto Ema se preocupava, Diogo já caminhava em direção ao armário.
Em seu campo de visão estreito, Alípio seguia Diogo de perto.
Alípio lançou um olhar rápido para o guarda-roupa e, no segundo seguinte, segurou o braço de Diogo:
— Vovô, por que o senhor não acredita? Antes, quando o senhor vinha ao Solar do Vale, a Ema corria para o pátio para te esperar, ansiosa. Por que ela se esconderia do senhor?
Mal Alípio terminou de falar, recebeu um peteleco rápido na testa dado por Diogo:
— Seu moleque! Quanta coisa vocês combinaram de esconder de mim? Você... você me aguarde, espere até eu encontrar a Ema.
O tom de Diogo misturava repreensão e raiva.
Enquanto falava, ele puxou o braço com força e, ao mesmo tempo, empurrou Alípio com o cotovelo.
Em seguida, Diogo gritou:

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