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Acusada de Traição, Volto com Três Filhos romance Capítulo 170

Ema o encarou sem hesitar, com uma expressão que parecia dizer "eu não disse nada", mas com um toque de triunfo.

Já que não podia evitar Diogo, então usar o avô para que Alípio levasse uma bronca não seria nada mal.

No escritório.

A atmosfera estava tensa, como Ema imaginara.

Diogo fuzilava Alípio com um olhar severo e disse em um tom irrefutável:

— Você acha que, só porque seus pais estão no exterior, ninguém pode te controlar?

Alípio inclinou levemente o tronco, respondendo com respeito:

— Não, vovô. Eu sempre obedeci ao senhor.

— Não?! Então me explique agora mesmo, direitinho, como é que você estava maltratando a Ema?!

A voz de Diogo tornava-se cada vez mais rigorosa.

Enquanto falava, ele puxou Ema para se sentar no sofá.

Virando-se para Ema, mudou imediatamente para um tom carinhoso:

— Ema, querida, não tenha medo. O vovô está aqui. Se você sofreu alguma injustiça, me conte logo, eu vou te defender.

Ema travou por um instante. Ela estava com a mentalidade de pregar uma peça em Alípio.

Mas agora, de repente, tudo parecia ter perdido a graça.

Quando se tratava de parentes que realmente a amavam, só existia o Diogo.

Ter brigado com Alípio e, consequentemente, estar enganando Diogo, fazia com que ela se sentisse muito mal.

No momento em que Diogo disse que a defenderia, aquilo tocou profundamente o coração de Ema.

No passado, ela só recebera olhares frios e humilhações; nunca ouvira palavras assim de nenhum dos seus ditos parentes...

Lágrimas logo inundaram os olhos de Ema. Ela segurou o braço de Diogo, com os lábios trêmulos:

— Vovô... me desculpe.

A voz de Ema estava carregada de culpa e remorso em relação a Diogo, sentindo que não devia enganá-lo.

Nesta casa, a pessoa que ele mais amava era o avô, e provavelmente a que mais temia também.

— Vovô, eu não maltratei a Ema. Eu cuido dela com todo o carinho...

Alípio começou a falar de forma sincera e obediente, mas logo virou o olhar para Ema:

— Não é? Ema, diga ao vovô, eu te maltratei?

Ao terminar, Alípio completou: — Diga a verdade...

Alípio pronunciou essas palavras com um significado profundo; não era difícil perceber o tom de ameaça.

Ema hesitou sobre como começar a falar.

Diogo disse ao pé do ouvido dela:

— Eu não acredito no que ele diz. Ema, fale você. Diga com sua própria boca, por que você estava no guarda-roupa agorinha? E por que está tão magoada? Você não pode esconder nada do vovô...

Ema abaixou a cabeça, sem saber por onde começar.

Suas emoções ainda estavam presas na culpa por enganar o avô, e suas mãos, pousadas no colo, esfregavam-se uma na outra incessantemente.

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