Na visão dela, Lílian merecia tudo aquilo.
Antes, quando toda a família Pereira a tratava como um tesouro, ela se comportara de maneira leviana, envolvera-se com Marcelo e ainda causara a morte de Marcos.
Ao pensar na morte de Marcos, um frio cortante atravessou os olhos de Bruna.
— O que eu queria mesmo era matar essa mulher!
Naquele momento, cada palavra dela vinha carregada de ódio assassino.
A Bruna de agora realmente queria matar Lílian.
— Eu também queria matar ela! — Disse Taís.
E não era só Bruna.
Agora, até Taís desejava matar Lílian.
— Foi tudo por causa dela. Nós tratamos Isabela daquele jeito, e agora Isabela não tem o menor carinho, a menor compaixão pela família Pereira.
Bruna ficou em silêncio.
Ao tocar nesse assunto, também sentiu arrependimento.
— É... Foi tudo por causa da Lílian. Foi por isso que tratei Isabela daquele jeito antes.
Agora, ela também se arrependia.
Se tivesse tratado Isabela melhor desde o começo, será que Isabela ainda teria algum sentimento pela família Pereira? Será que, pelo menos, não teria levado as coisas a esse ponto?
— Eu fui mesmo uma idiota. Antes, ainda queria que seu irmão ficasse com Lílian, e por isso tratei Isabela daquela forma.
Embora, agora, Isabela também não parecesse exatamente uma boa pessoa.
Mas, se elas não tivessem feito tudo aquilo contra Isabela antes, se não a tivessem pisoteado daquele jeito...
Talvez a família Pereira não tivesse chegado a esse ponto.
— O que você fez com ela?
De repente, a voz cortante de Cristiano veio de não muito longe, misturada ao vento gelado.
Bruna e Taís congelaram.
A voz de Cristiano surgira tão de repente que as costas das duas enrijeceram ao mesmo tempo.
Instintivamente, elas trocaram um olhar. Só então se viraram para encará-lo.
Cristiano avançou.
Cada passo dele, naquele momento, trazia uma pressão sufocante para Bruna e Taís.
As duas recuaram sem perceber.
— Cris...
Cristiano parou ao lado de Bruna.
— O que você fez com ela? Hein?
— Eu...
Você o quê?
Cristiano olhou para a expressão dela. Era exatamente igual à hesitação que ela demonstrara antes, ao telefone.
Naquele dia, quando Isabela fizera a pergunta pelo telefone...
Embora ele não tivesse visto o rosto de Bruna na hora, agora conseguia imaginar.
A expressão dela naquele momento devia ter sido a mesma de agora, não devia?
Bruna respirava com dificuldade.
— Então matou mesmo? — Perguntou Cristiano.
— Não!
Ela negou sem pensar.
Como poderia admitir?
Aquilo já pertencia a um passado muito distante. Coisas que, para começo de conversa, nem deveriam ser mencionadas.
Se ninguém as trouxesse à tona, ela poderia passar o resto da vida sem se lembrar.
Por que fazer uma pergunta dessas agora?
Naquele instante, os olhos de Bruna estavam tomados de pânico e inquietação.
— O que Isabela disse a você?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Abortos Repetidos e Nenhuma Piedade: Os Culpados Vão Pagar
Tinha que ter como comprar o livro completo, pois como não está finalizado ainda não dá para saber por quanto ele vai sair no final......
Como Isabela não fez o teste de paternidade ainda?...
Livro excelente,mas demora muito para atualizar...
Posta mais capitulos...