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Abortos Repetidos e Nenhuma Piedade: Os Culpados Vão Pagar romance Capítulo 554

Na visão dela, Lílian merecia tudo aquilo.

Antes, quando toda a família Pereira a tratava como um tesouro, ela se comportara de maneira leviana, envolvera-se com Marcelo e ainda causara a morte de Marcos.

Ao pensar na morte de Marcos, um frio cortante atravessou os olhos de Bruna.

— O que eu queria mesmo era matar essa mulher!

Naquele momento, cada palavra dela vinha carregada de ódio assassino.

A Bruna de agora realmente queria matar Lílian.

— Eu também queria matar ela! — Disse Taís.

E não era só Bruna.

Agora, até Taís desejava matar Lílian.

— Foi tudo por causa dela. Nós tratamos Isabela daquele jeito, e agora Isabela não tem o menor carinho, a menor compaixão pela família Pereira.

Bruna ficou em silêncio.

Ao tocar nesse assunto, também sentiu arrependimento.

— É... Foi tudo por causa da Lílian. Foi por isso que tratei Isabela daquele jeito antes.

Agora, ela também se arrependia.

Se tivesse tratado Isabela melhor desde o começo, será que Isabela ainda teria algum sentimento pela família Pereira? Será que, pelo menos, não teria levado as coisas a esse ponto?

— Eu fui mesmo uma idiota. Antes, ainda queria que seu irmão ficasse com Lílian, e por isso tratei Isabela daquela forma.

Embora, agora, Isabela também não parecesse exatamente uma boa pessoa.

Mas, se elas não tivessem feito tudo aquilo contra Isabela antes, se não a tivessem pisoteado daquele jeito...

Talvez a família Pereira não tivesse chegado a esse ponto.

— O que você fez com ela?

De repente, a voz cortante de Cristiano veio de não muito longe, misturada ao vento gelado.

Bruna e Taís congelaram.

A voz de Cristiano surgira tão de repente que as costas das duas enrijeceram ao mesmo tempo.

Instintivamente, elas trocaram um olhar. Só então se viraram para encará-lo.

Cristiano avançou.

Cada passo dele, naquele momento, trazia uma pressão sufocante para Bruna e Taís.

As duas recuaram sem perceber.

— Cris...

Cristiano parou ao lado de Bruna.

— O que você fez com ela? Hein?

— Eu...

Você o quê?

Cristiano olhou para a expressão dela. Era exatamente igual à hesitação que ela demonstrara antes, ao telefone.

Naquele dia, quando Isabela fizera a pergunta pelo telefone...

Embora ele não tivesse visto o rosto de Bruna na hora, agora conseguia imaginar.

A expressão dela naquele momento devia ter sido a mesma de agora, não devia?

Bruna respirava com dificuldade.

— Então matou mesmo? — Perguntou Cristiano.

— Não!

Ela negou sem pensar.

Como poderia admitir?

Aquilo já pertencia a um passado muito distante. Coisas que, para começo de conversa, nem deveriam ser mencionadas.

Se ninguém as trouxesse à tona, ela poderia passar o resto da vida sem se lembrar.

Por que fazer uma pergunta dessas agora?

Naquele instante, os olhos de Bruna estavam tomados de pânico e inquietação.

— O que Isabela disse a você?

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