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Abortos Repetidos e Nenhuma Piedade: Os Culpados Vão Pagar romance Capítulo 553

Talvez fosse porque, antes, ela havia sido poderosa demais.

E agora Isabela simplesmente não permitia mais que Bruna exibisse esse poder.

— Você não faz ideia do tipo de vida que eu estou levando agora.

Ao dizer isso, a voz de Bruna saiu carregada de dor e amargura.

— Que vida difícil você poderia estar levando dentro da própria casa? Quem aí teria coragem de te fazer passar por isso? — Retrucou Luciano.

Bruna ficou em silêncio.

Se ele ia falar daquele jeito, então não havia mais nada a dizer.

— Enfim, volte logo.

— Eu já disse que não consigo voltar agora. Não consigo comprar passagem. Não consigo nem gastar dinheiro!

Bruna ficou muda.

Não conseguia gastar.

De novo isso.

Se Luciano tivesse dito algo assim antes, ela certamente não teria acreditado.

Mas agora acreditava.

No fim, Bruna desligou o telefone em silêncio. Parada no meio da neve, começou a enxugar as lágrimas.

Taís se aproximou por trás dela.

— Mãe, anda logo.

Assim que terminassem, poderiam voltar.

Embora o porão fosse úmido, gelado e sem nenhum aquecimento, ainda era melhor do que ficar ali fora, expostas ao vento cortante.

— Agora Isabela já alcançou seu pai e sua avó. Ela é cruel de verdade! — Disse Bruna.

A vida delas dentro da casa já estava ruim.

Mas agora, a vida de quem estava fora também não estava nada fácil.

— E não foi só isso. Ela também atingiu Vanessa. — Disse Taís.

— O que ela aprontou dessa vez?

Quando se tratava de Vanessa, aquilo, sem dúvida, era apenas questão de tempo.

Afinal, antes, para fazer Lílian ficar com Cristiano, Vanessa também havia feito muita coisa.

Com esse temperamento rancoroso que Isabela demonstrava agora, como poderia não acertar as contas com ela?

Agora, Taís chamava Lílian pelo nome a cada frase. Já não era mais cunhada, como antes.

— Enlouquecer? Ótimo. Antes ela não adorava fingir que estava louca? Então que enlouqueça de verdade de uma vez. — Disse Bruna.

Durante esse período, Lílian não tinha apresentado nenhum problema.

Agora, Bruna e Taís já entendiam mais ou menos que, antes, tudo não passava de fingimento.

E como ela sabia fingir...

Naquela época, todas tinham sido atormentadas sem descanso. No fim das contas, aquelas crises todas eram só encenação.

Ao pensar nisso, Bruna sentia uma bola de fogo presa no peito.

— Esse drama todo só funcionava porque tinha gente mimando e protegendo. Agora, ela vai encenar para quem? — Disse Taís.

Sim, drama.

Na visão de Taís, aquela suposta depressão de Lílian, no passado, não passava de teatro.

— Exatamente! — Concordou Bruna.

Agora, sempre que falava de Lílian, sua voz vinha cheia de ressentimento.

E, ao ouvir que Vanessa estava pressionando Lílian daquele jeito, Bruna sentia até certo prazer perverso.

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