— Por mais inútil que eu seja, nunca pensei em usar o Grupo Pereira como moeda de troca e entregá-lo nas mãos de Isabela.
Bruna estava fora de si.
Taís também tinha ouvido o que Bianca dissera ao telefone. Só de imaginar o Grupo Pereira inteiro nas mãos de Isabela, sentiu uma onda de ódio tomar conta dela.
— Se o Grupo Pereira cair nas mãos dela, o que ainda vai sobrar da família Pereira em Nova Aurora?
Bruna soltou uma risada amarga.
— Sobrar? Sem o grupo, sem dinheiro, sem posição... Você acha que alguém ainda vai enxergar a família Pereira como alguma coisa?
O Grupo Pereira.
E toda a fortuna acumulada pela família.
Nenhuma das condições impostas por Isabela podia ser aceita.
Ela queria que a família Pereira entregasse tudo para sobreviver à crise.
Como aceitar uma exigência daquelas?
Taís se calou.
Depois das palavras de Bruna, não conseguiu mais argumentar. O ódio que sentia por Isabela ficou ainda mais difícil de conter.
Bruna respirou fundo. De repente, disse:
— Vou procurá-la.
Taís ergueu os olhos de imediato.
— Procurar quem?
— Isabela, claro. — A voz de Bruna estava rouca. — Vou pedir que ela me mate logo de uma vez.
Ela não queria vingança?
Então que viesse.
Bruna não queria carregar o nome de mulher que havia destruído toda a família Pereira. Se Isabela queria a vida dela, que pegasse. Desde que poupasse o restante da família, Bruna estava disposta a aceitar.
Àquela altura, ela sabia muito bem: se ninguém pagasse um preço, aquilo jamais terminaria.
— Não, mãe. Não faz isso sem pensar...
Taís tentou segurá-la por instinto.
Mas Bruna já estava encurralada. Não havia mais espaço para recuar.
— Então diga você. O que eu faço? O que ainda dá para fazer? Ela quer a minha vida. Quer a vida da Lílian. — Sua voz tremia, mas cada palavra saía pesada. — Se nós duas entregarmos a vida a ela e apagarmos de vez essa raiva, talvez ela deixe vocês em paz.
Depois de tudo o que havia acontecido, Bruna entendia que aquela história só acabaria quando alguém pagasse por ela.
E ela não podia ser a família Pereira inteira.
— Mas ela...
Taís não conseguiu terminar.
As lágrimas começaram a cair, uma depois da outra.
Bruna segurou a mão da filha e apertou de leve.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Abortos Repetidos e Nenhuma Piedade: Os Culpados Vão Pagar
Tinha que ter como comprar o livro completo, pois como não está finalizado ainda não dá para saber por quanto ele vai sair no final......
Como Isabela não fez o teste de paternidade ainda?...
Livro excelente,mas demora muito para atualizar...
Posta mais capitulos...