Naquele dia, Isabela também havia feito uma pergunta parecida.
Será que... Ela realmente sabia de alguma coisa e, por isso, perguntara aquilo?
Não. Impossível.
Isabela não podia saber.
Mas então por que Cristiano também faria uma pergunta dessas?
Se Cristiano estava perguntando aquilo, com certeza tinha relação com Isabela. Com certeza, ela havia dito alguma coisa a ele.
Mas como Isabela poderia saber daquelas coisas?
Tudo aquilo acontecera antes mesmo de Isabela e Cristiano se conhecerem!
Ou será que...
Durante esse tempo, além de atormentá-las, Isabela também estava investigando, em segredo, as coisas que Bruna fizera no passado?
Isso também não fazia sentido.
Naquela época, todos os rastros tinham sido apagados com perfeição. Isabela simplesmente não teria como descobrir.
— Se matou... Quantos foram? — Perguntou Cristiano.
— Você...
Ao ouvir aquela pergunta, Bruna se sentiu ainda mais sufocada.
Quantos matou?
— O que você acha que é uma vida humana? E o que acha que sua mãe é? Alguma mulher cruel e perversa?
A postura de Bruna era firme.
Mas, por trás daquela firmeza, havia apenas culpa.
Cristiano ficou em silêncio.
Naquele momento, não disse mais nada. Apenas encarou Bruna com um olhar cada vez mais profundo.
E era justamente aquela profundidade indecifrável que deixava tudo ainda mais assustador.
Mesmo sendo mãe dele, Bruna se sentia terrivelmente culpada diante daquele olhar.
— Ela deve ter dito alguma coisa para você, não é? Você mesmo viu como está a nossa relação agora. Se ela falou algo sobre mim, isso é mais do que normal! Agora ela só quer tirar a nossa paz. Quer destruir a relação entre todos nós.
Bruna falou com ódio.
Aquela maldita Isabela.
Ela não podia saber.
Só estava tentando semear discórdia entre ela e Cris.
Que mulher venenosa!
Chegara ao ponto de inventar um golpe tão cruel.
Cristiano continuou sem dizer nada. Apenas observava Bruna em silêncio. Mas a profundidade em seus olhos se tornava cada vez mais intensa.
— Cris, não acredite nela. — Disse Bruna.
Era assustador demais.
Se aquelas coisas fossem realmente desenterradas, isso não traria nenhum benefício para elas.
Bruna fechou os olhos, sufocada.
— Essa Isabela, agora... Está assustadora demais.
Bruna disse aquilo com dificuldade.
Para ela, tudo aquilo tinha começado por causa de Isabela.
— Se deixarmos ela continuar revirando as coisas desse jeito, nenhuma de nós vai sair ilesa! — Disse Taís.
A vida já estava difícil o bastante.
Se Isabela continuasse cavando daquele jeito, elas nem sabiam em que situação acabariam.
— Você tem razão. Se deixarmos ela continuar investigando, todas nós estaremos acabadas! — Respondeu Bruna.
Não era apenas uma questão de sair ou não ilesa.
Elas estariam completamente acabadas.
Agora, ainda podiam alimentar alguma esperança. Quando tudo aquilo passasse, talvez a família Pereira voltasse a ser como antes.
Mas, se Isabela desenterrasse tudo, todas as esperanças delas também chegariam ao fim.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Abortos Repetidos e Nenhuma Piedade: Os Culpados Vão Pagar
Tinha que ter como comprar o livro completo, pois como não está finalizado ainda não dá para saber por quanto ele vai sair no final......
Como Isabela não fez o teste de paternidade ainda?...
Livro excelente,mas demora muito para atualizar...
Posta mais capitulos...