Ao ver que era Renato ligando, Isabela atendeu sem hesitar.
— O que foi?
Com Renato, ela ainda falava com a mesma naturalidade de antes.
Afinal, entre as pessoas próximas de Cristiano, Renato era o único com quem ela ainda conseguia conversar normalmente. Mesmo tendo rompido de vez com Cristiano, Isabela não chegaria ao ponto de envolver Renato naquela confusão.
— Belinha, é que... Cris está comigo. — Disse Renato.
Isabela ficou em silêncio.
Ao ouvir aquilo, sua expressão se fechou na mesma hora.
— O que você quer dizer com isso?
— Bom... Ele bebeu bastante. Eu queria levá-lo de volta, mas o pessoal que você colocou na entrada não deixa a gente passar.
— E daí?
— Será que você não consegue pedir para eles liberarem a entrada? Eu só entro com o carro, deixo o Cristiano aí e vou embora.
— Eles não explicaram por que o seu carro não pode entrar?
— Explicaram. Disseram que é porque Cristiano está dentro.
— Então pronto. Não dificulte o trabalho deles. Eles só estão cumprindo ordens.
Renato ficou sem palavras.
Não, mas aquilo...
Por acaso ele não sabia que eles estavam apenas cumprindo ordens?
Justamente por saber disso é que tinha ligado para ela, esperando que Isabela autorizasse a entrada.
Mas, pelo tom da Belinha...
Tudo bem. Ele entendeu.
Enquanto Cristiano estivesse dentro do carro, a entrada jamais seria liberada.
Renato suspirou.
— Então posso levá-lo direto para o Grupo Pereira? Deixo ele dormir no escritório.
Já que não deixavam entrar, ele teria que dar outro jeito.
Agora Isabela estava sendo implacável com toda a família Pereira. Ninguém conseguiria interceder por eles.
Renato também já não sabia o que fazer.
— Tenta pra ver. — Respondeu Isabela.
Ela não autorizou. Mas também não proibiu. Ainda assim, aquele "tenta pra ver" bastava para arrepiar qualquer um.
Renato, naturalmente, percebeu a ameaça escondida no tom dela.
— Não, Belinha, aí você me complica... O carro não pode entrar, ele também não pode voltar para o Grupo Pereira. Você não vai querer que eu carregue ele nas costas até aí, vai?
Era longe demais.
Além disso, já era noite. Lá fora, fazia um frio de rachar.
— Isso já é problema seu. Se estiver achando pesado, pode largar ele na beira da estrada. — Disse Isabela.

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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Abortos Repetidos e Nenhuma Piedade: Os Culpados Vão Pagar
Tinha que ter como comprar o livro completo, pois como não está finalizado ainda não dá para saber por quanto ele vai sair no final......
Como Isabela não fez o teste de paternidade ainda?...
Livro excelente,mas demora muito para atualizar...
Posta mais capitulos...