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Abortos Repetidos e Nenhuma Piedade: Os Culpados Vão Pagar romance Capítulo 408

Quando Isabela entrou para a família, era exatamente esse tipo de humilhação que Bruna queria impor a ela.

Os tapetes, queria que fossem esfregados um a um, com escovinha, centímetro por centímetro.

As cortinas, todas lavadas à mão.

Mas, naquela época, Cristiano a protegeu sem hesitar e Isabela nunca se curvou.

No fim, ela não fez nada.

Agora… Eram elas que fariam.

Ao ver o rosto de Bruna e Taís tomado por uma raiva quase roxa, Isabela apenas sorriu, tranquila.

— O que foi? Sem vontade de trabalhar? Assim fica difícil.

Antes, não era exatamente esse o método de Bruna para dar lição nos outros?

Então que colocasse em prática, nela mesma.

A vista de Bruna escureceu por um instante.

Isabela então acrescentou, como quem lembra de algo sem importância:

— Ah, e a Lílian já almoçou. A Sabrina cuidou disso.

Ao saber que Sabrina tinha assumido o lugar de Lílian, Bruna e Taís trocaram um olhar. Uma ideia maldosa chegou a surgir, mas morreu ali mesmo.

Vanessa não era alguém fácil de provocar.

Se ela tinha mandado Sabrina até ali, era justamente para proteger Lílian.

Nenhuma das duas ousaria mexer com isso.

Bruna respirou fundo, rangendo os dentes.

— A gente está morrendo de fome. Não dá para comer primeiro?

Isabela ergueu os olhos, fria.

— Hoje, uma de vocês foi atrás da família Cardoso. A outra foi procurar o Sérgio. Eu sei exatamente o que vocês fizeram. — A voz era baixa, mas cada palavra pesava. — Quando tentaram me destruir, queriam acabar comigo de vez. E agora ainda esperam consideração da minha parte?

Sérgio era que tipo de homem?

Se tudo tivesse saído como elas queriam, talvez nem restasse nada dela.

Uma pena…

Nada saiu como planejado.

Isabela observava as duas com um leve sorriso. E era justamente aquela calma, excessiva demais, que fazia o peito delas apertar.

— Não demorem. — Disse, fria. — Se ficarem enrolando, correm o risco de ficar sem jantar também.

Naquele dia, ela tinha preparado trabalho de sobra para as duas.

E, como se ainda estivesse sendo gentil, acrescentou:

— Ah, e mais uma coisa… O tecido das cortinas e dos tapetes é delicado. Nada de água quente.

Aquele lembrete fez Bruna travar por dentro.

Porque, naquela época, ao tentar obrigar Isabela a fazer exatamente aquilo, ela tinha dito as mesmas palavras.

Agora, Isabela devolvia tudo. Do mesmo jeito.

A visão de Bruna turvou de novo.

Taís também.

Não era isso?

Mas, diante daquele olhar calmo, nenhuma das duas teve coragem de responder.

As duas se lembraram…

Algum tempo antes, Isabela tinha feito um escândalo atrás do outro, insistindo que a perda do bebê tinha relação com Lílian.

Chegou a incendiar a casa da família Dias e destruir outras duas propriedades.

Agora, ouvindo aquela pergunta carregada de ironia, Bruna sentiu o peito estremecer.

Sob o olhar frio de Isabela, começou a se sentir sufocada.

— Para com essa paranoia. — Rebateu, já sem firmeza. — Já é muito se você não acabar destruindo a família Pereira. Quem aqui perderia tempo tentando te prejudicar?

Isabela não respondeu.

E foi justamente o silêncio dela que começou a desestabilizar Bruna.

Será que a perda daquele bebê tinha mesmo alguma ligação com Lílian?

O bebê…

Ao pensar nisso, o ar de Bruna falhou de vez.

No fundo, a crueldade com que Isabela tratava a família Pereira vinha, sim, da perda daquele bebê.

Sua respiração ficou cada vez mais irregular até que, de repente, ela se virou e subiu as escadas.

Ao perceber que Bruna não tinha a menor intenção de encostar em nada, Taís lançou um olhar para a pilha de cortinas e tapetes e sentiu uma repulsa imediata.

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