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Abortos Repetidos e Nenhuma Piedade: Os Culpados Vão Pagar romance Capítulo 401

Antônio sustentou o olhar de Renato e se deparou com uma escuridão tão profunda em seus olhos que chegou a prender a respiração. Aquilo... Só podia ter a ver com Cristiano.

Bastou encará-lo para sentir como se estivesse vendo o destino do Grupo Pereira diante de si.

— Mas... O que foi que você descobriu?

— O que eu sei não lhe diz respeito. Só vou te dar um conselho: é melhor sair dessa parceria com o Grupo Pereira enquanto ainda dá tempo. — Renato respondeu sem rodeios。

— Não, espera... Nós e o Cri

— Agora ninguém pode ajudar ele.

Antônio nem conseguiu terminar. Renato o cortou de maneira seca, sem lhe dar a menor abertura.

Ele se calou.

Aquela frase, "agora ninguém pode ajudar ele", já bastava para mostrar a gravidade da situação.

No fundo, Antônio teve ainda mais certeza de que Renato sabia de alguma coisa.

Algo que nenhum deles sabia.

E aquilo estava longe de ser apenas um ataque de Sérgio contra Cristiano por causa de Isabela.

Quando Taís chegou ao Grupo Cardoso, sentia as pernas tão pesadas que mal pareciam suas. Estava exausta, prestes a desabar ali mesmo.

Isabela era cruel de verdade.

De tanto andar, seus pés estavam tomados por bolhas.

Doía. Doía demais.

Na recepção, estava a mesma atendente de antes.

No instante em que seus olhares se cruzaram, um lampejo de irritação atravessou os olhos de Taís. A recepcionista, por sua vez, apenas curvou os lábios num sorriso discreto.

— Olá, senhorita Taís.

A saudação era educada.

Mas, aos ouvidos de Taís, havia deboche naquele tom.

Seu olhar escureceu na mesma hora.

Ela encarou a recepcionista com fúria.

— Quero falar com o Sérgio.

— A senhora tem horário marcado?

Taís ficou em silêncio por um instante.

Horário marcado?

Em Nova Aurora, antes, não importava aonde fosse nem quem quisesse ver: ninguém ousava exigir esse tipo de coisa.

E agora uma simples recepcionista vinha lhe perguntar isso. Era ridículo.

Taís cerrou os dentes.

— Avise a ele que eu tenho uma informação muito importante sobre a Isabela. Se ele não me ouvir, vai se arrepender pelo resto da vida.

— A senhora tem horário marcado?

A recepcionista repetiu, no mesmo tom, exatamente a mesma frase.

Estava claro. Não importava o que Taís dissesse, a resposta seria sempre a mesma.

Agendamento.

Para tudo, era preciso agendar.

Taís emudeceu.

Ele achou que fosse a recepcionista. Disse aquela única palavra num tom frio, deixando evidente a irritação por estar sendo incomodado fora de hora.

Normalmente, qualquer questão na recepção era comunicada primeiro à assistente.

Só depois a informação chegava até ele.

Ao ouvir aquela voz fria, o coração de Taís estremeceu.

— Sérgio... Sou eu.

Ela se esforçou para se lembrar do que Lílian tinha dito e suavizou à força o tom naturalmente arrogante.

Mas aquela doçura forçada quase lhe deu náusea.

Ela não queria imitar o jeito afetado e cheio de manha de Isabela.

Mas tinha sido empurrada até o limite. Não lhe restava outra opção.

As bolhas nos pés a lembravam o tempo todo do estado em que havia sido reduzida: uma filha legítima da família Pereira, humilhada daquele jeito por uma mulher que sempre fora desprezada dentro da própria casa.

E ainda havia toda a humilhação que vinha sofrendo nos últimos dias dentro da família Pereira.

Aquela casa era dela.

Mas agora, até para comer e beber, precisava suportar a presença daquela mulher.

E, se Isabela conseguia agir com tanta arrogância dentro da antiga residência da família Pereira, era porque tinha Sérgio por trás, bancando tudo.

No instante em que percebeu que era Taís, Sérgio foi direto desligar.

Ele simplesmente não tinha o menor interesse em falar com ela.

Taís também percebeu a intenção do outro lado e, no exato segundo antes de a ligação cair, disparou às pressas:

— A Isabela enganou você. Eu tenho provas.

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