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Abortos Repetidos e Nenhuma Piedade: Os Culpados Vão Pagar romance Capítulo 374

No fim, nem Bruna nem Taís sabiam direito como tinham conseguido subir as escadas, de tão consumidas pela raiva.

As duas foram direto para o quarto de Lílian.

Desde que voltara, Lílian tinha se largado na cama e já não queria mexer mais um dedo sequer.

Suas pernas doíam demais.

Bruna e Taís não estavam muito melhores. As pernas das duas pareciam nem ser mais delas.

Era uma dor funda, pesada, misturada àquela fadiga amarga que parecia corroer cada músculo do corpo.

Taís foi a primeira a falar, aflita:

— E agora? A gente não consegue expulsar essa mulher, e também não tem mais como encurralá-la.

Bruna, transtornada, fechou os olhos por um instante.

— Então você vai ter que acelerar as coisas com o Sérgio.

Taís quase explodiu na mesma hora.

— E eu vou atrás do Sérgio como? Você mesma viu. Ela nem deixa a gente usar os carros.

Aquilo tinha pego todas de surpresa.

Nenhuma delas imaginava que Isabela seria capaz de atormentá-las até nas menores coisas.

Aquela cobra...

Tinha transformado até o simples ato de sair de casa numa tortura.

E por quê?

A resposta era óbvia.

Ela queria manter todas presas naquela mansão. Quanto mais miseráveis elas ficassem, mais satisfeita ela se sentiria.

Bruna se calou.

Lílian também.

As duas travaram por um instante ao perceber o mesmo problema.

Era verdade.

Se Isabela nem deixava que elas usassem os carros da casa, como Taís conseguiria ir atrás de Sérgio?

— Aquela mulher é venenosa. Venenosa de verdade. — Praguejou Bruna.

Agora, diante de Isabela, nenhuma delas tinha coragem de xingá-la daquele jeito.

Ela era cruel demais.

E as pessoas ao redor dela eram ainda piores.

Lílian, exausta, falou:

— Use os carros da família Dias.

Ao ouvir aquilo, Bruna enfim sentiu o peito aliviar um pouco. Taís também soltou um suspiro de alívio.

Mas, logo em seguida, outra preocupação lhe veio à cabeça.

— Do jeito que aquela desgraçada age, ela provavelmente não vai deixar os carros da família Dias entrarem na mansão da família Pereira, vai?

No máximo, o carro pararia no mesmo lugar onde elas tinham descido naquele dia.

Ou seja, se quisesse ir atrás de Sérgio, Taís ainda teria que caminhar até lá.

E, na volta, fazer tudo de novo?

Lílian pareceu perceber exatamente o que estava passando pela cabeça dela.

Por que tinha ido provocar Isabela?

No fundo, tudo o que queria era continuar na família Pereira depois da morte de Marcos.

Mas Cristiano...

Toda vez que Lílian o via ao lado de Isabela, alguma coisa dentro dela se retorcia de dor.

Agora, porém, já era tarde demais para pensar nisso.

— Vou dormir um pouco. Quando o jantar estiver pronto, me chamem.

Lílian estava exausta de verdade.

Sabia que Sabrina já tinha chegado, mas não tinha a menor energia para falar com ela.

Vendo que Lílian queria descansar, Taís e Bruna apenas assentiram e saíram do quarto.

As duas ainda achavam que, na hora do jantar, Isabela mandaria alguém chamá-las.

No máximo, a comida viria ruim de novo.

De manhã, quando viram o que tinham servido, nenhuma das duas conseguiu comer quase nada.

Mas agora a fome já apertava de forma impiedosa.

E, naquele estado, elas já não se importavam mais com qualidade nem com gosto.

Desde que houvesse algo para comer, já bastava.

O que elas não esperavam era que, até as oito da noite, ninguém tivesse aparecido para chamá-las.

Com a fome se transformando em irritação, Taís foi a primeira a perder a paciência.

Saiu do quarto e foi direto procurar Isabela.

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