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Abortos Repetidos e Nenhuma Piedade: Os Culpados Vão Pagar romance Capítulo 375

No fim, Isabela já tinha jantado e voltado para o quarto.

Quem Taís encontrou foi Wallace.

Ele olhou para ela e disse, com a maior calma do mundo:

— Senhorita Taís, senhora Isabela mandou avisar que, na família Pereira, não se sustenta gente inútil.

Bruna vinha logo atrás e, por acaso, ouviu exatamente aquela frase sendo dita à filha.

No mesmo instante, sua expressão desabou.

Porque aquelas palavras tinham sido dela.

Sempre que Cristiano levava Isabela de volta para a mansão, Bruna repetia a mesma coisa, sem pudor, bem na cara dela.

Agora, ouvir aquele homem vindo do país Y devolver a frase a Taís...

Só fez sua raiva aumentar ainda mais.

Taís empalideceu na hora.

— Como é que é? O que quer dizer com não se sustenta gente inútil?

Aquela desgraçada da Isabela realmente tinha passado a agir como se a família Pereira fosse a casa dela.

De onde vinha tanta arrogância?

Ali era a família Pereira. Ser útil ou inútil não dizia respeito a Isabela. Com que direito ela vinha decidir quem podia ou não ser sustentado naquela casa?

Wallace respondeu, impassível:

— A partir de agora, tudo o que vocês quiserem terá de ser trocado por trabalho.

Taís ficou sem reação.

Bruna também.

Quer dizer que, para comer na própria casa, elas ainda teriam de trabalhar em troca?

Sendo que eram elas as verdadeiras integrantes da família Pereira.

E Isabela, afinal, era o quê?

Bruna explodiu no mesmo instante:

— Vamos usar os nossos empregados para cozinhar, os ingredientes da família Pereira, e ainda exigir que a gente trabalhe em troca? Que lógica absurda é essa?

Na boca de Bruna, a palavra lógica soava quase como deboche.

Afinal, ela nunca tinha sido exatamente uma mulher razoável.

Mas agora que era Isabela quem começava a agir sem a menor lógica, Bruna claramente já estava no limite.

Taís franziu a testa.

— Nossos empregados?

Foi então que se deu conta de uma coisa.

Desde que tinham voltado, ela não tinha visto nenhum dos empregados da casa.

Para onde todo mundo tinha ido?

Ao ouvir aquilo, Bruna também caiu em si.

Era verdade. Desde que retornaram, não havia sinal de nenhum funcionário da família Pereira.

Bruna cerrou os dentes e encarou Wallace.

— E os empregados da nossa casa? Onde estão?

Wallace respondeu sem mudar a expressão:

— Para reduzir despesas, todos foram dispensados.

Bruna ficou muda.

Taís também.

— Então o que você quer que eu faça? Nós duas sabemos muito bem que ela está fazendo isso de propósito para atormentar a gente. E daí? Você tem algum jeito de lidar com ela?

Taís estava com fome de verdade.

Naquele instante, o orgulho de filha da família Pereira já não se sustentava mais. Bastaram dois dias naquela mansão para que até a pose que ela sempre manteve começasse a ruir.

Ao ouvir aquilo, Bruna sentiu os nervos latejarem ainda mais, à beira do descontrole.

— Pelo menos liga para o seu irmão.

Cristiano devia estar prestes a voltar. Bastava trazer alguma coisa para elas comerem.

Será que elas precisavam mesmo se humilhar diante de Isabela?

Taís soltou uma risada seca, amarga.

— E você ligou para o meu irmão, e ele atendeu?

As duas sabiam muito bem que o Grupo Pereira devia estar enfrentando algum problema sério.

Caso contrário, Cristiano já teria voltado fazia tempo. Sabendo que Isabela estava ali, infernizando a vida de todo mundo, ele jamais teria deixado a situação chegar àquela hora da noite.

Bruna ficou sem resposta.

Ao ouvir Taís tocar no assunto de Cristiano não atender às ligações, sua irritação só aumentou.

Sob as instruções de Wallace, uma das empregadas colocou diante de Bruna e Taís dois panos e um balde.

Aquelas eram tarefas que elas nunca tinham feito na vida.

Antes, tudo aquilo era serviço de empregado.

E agora, o que Isabela queria com isso?

Que elas colocassem a mão na massa.

Ela realmente tinha um talento especial para humilhar os outros.

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