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Abortos Repetidos e Nenhuma Piedade: Os Culpados Vão Pagar romance Capítulo 373

No fim das contas, tudo tinha chegado àquele ponto por causa da mesquinharia de Bruna. Se ela não fosse tão sovina, nada daquilo teria saído do controle.

Ao perceber a postura de Isabela, Taís ficou ainda mais inquieta.

Tinha a sensação de que alguma coisa estava prestes a explodir.

E, como era de se esperar, no segundo seguinte ouviu Isabela dizer:

— Eu quero o Grupo Pereira inteiro.

Bruna ficou paralisada.

Sua cabeça começou a zunir na mesma hora, como se milhares de formigas tivessem invadido seu cérebro e começado a devorá-lo por dentro. A dor veio forte, latejante.

— O Grupo Pereira inteiro? Você tem coragem de pedir uma coisa dessas?

Que ambição desmedida.

Ela queria tomar o Grupo Pereira inteiro para si.

Aquela desgraçada era, de fato, a ruína da família Pereira. Antes, quando alguém dizia isso, Cristiano ainda se recusava a acreditar.

Isabela se levantou devagar e lançou a Bruna um olhar frio, afiado como uma lâmina.

— Vai dar ou não?

— Nem morta.

Bruna cerrou os dentes.

O Grupo Pereira inteiro? Aquilo só podia ser piada.

A empresa tinha sido erguida ainda na geração do avô de Cristiano.

Depois, passou para as mãos do pai.

Agora, estava com Cristiano.

Era o patrimônio acumulado por gerações da família Pereira. Se acabasse nas mãos de Isabela, então de que teria valido o esforço dos antepassados?

Se nem o Grupo Pereira conseguissem preservar, isso não seria praticamente o mesmo que ver a família inteira ruir?

No instante em que a empresa deixasse de carregar o sobrenome Pereira e passasse a levar o nome Silva, elas se tornariam as maiores pecadoras da família.

Taís também olhava para Isabela, incrédula.

— Quem você pensa que é? Quer o Grupo Pereira? Olha bem para você antes de achar que merece uma coisa dessas.

Ela enfim explodiu.

Nos últimos dois dias, como as pessoas ao redor de Isabela pareciam prontas para partir para cima a qualquer instante, Taís tinha engolido tudo a seco e suportado em silêncio.

Mas agora sua paciência tinha acabado de vez.

Que absurdo era aquele?

Se entregassem o Grupo Pereira inteiro a Isabela, o que sobraria para elas?

O que lhes restaria?

A resposta era óbvia.

Nada.

Isabela ergueu levemente o queixo, calma, como se estivesse falando da coisa mais banal do mundo.

— Não vão dar? Tudo bem. Então eu continuo sendo a dona da casa da família Pereira.

Bruna e Taís ficaram mudas.

Ao ouvir aquela expressão, dona da casa da família Pereira, o rosto de Bruna perdeu ainda mais a cor, tomado pela raiva.

— Já que eu sou a dona desta casa, então tudo aqui vai seguir as minhas regras. Naturalmente.

Ao dizer isso, seus olhos pousaram diretamente sobre Bruna.

Naquele instante, Bruna sentiu um arrepio desagradável subir pela espinha.

No segundo seguinte, ouviu Isabela completar:

— E as regras que a senhora Bruna estabeleceu no passado também vão continuar valendo. Pretendo seguir cada uma delas.

As regras que Bruna tinha criado antes existiam por um único motivo: dificultar a vida de Isabela, uma por uma, todas feitas sob medida para humilhá-la.

E agora Isabela dizia que iria mantê-las?

Em outras palavras, pretendia transformar a vida de todos ali num inferno.

A vista de Bruna escureceu por um instante.

— Saia da família Pereira. Saia agora. Esta casa não é sua.

Isabela ergueu os olhos para ela, sem recuar um milímetro.

— E só porque você diz isso deixa de ser? Pare de insistir nesse assunto ridículo. Eu sou a esposa do Cristiano. Como esta casa não seria minha?

— Você vai se divorciar dele.

Isabela rebateu na mesma hora:

— Mas eu ainda não me divorciei, divorciei?

Taís e Bruna ficaram sem resposta.

Aquela única frase, "ainda não me divorciei" bastava para deixá-las completamente de mãos atadas.

Enquanto o divórcio não saísse, elas simplesmente não tinham como fazer nada contra Isabela.

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