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Abortos Repetidos e Nenhuma Piedade: Os Culpados Vão Pagar romance Capítulo 356

Na mansão da família Pereira.

Ao ver Cristiano completamente bêbado, Bruna tratou logo de chamar alguém para levá-lo para dentro.

Mal pôs os pés lá dentro, começou a gritar com o pessoal de Isabela que estava pelo caminho. Não era para menos: foram eles as primeiras pessoas que viu assim que entrou.

Mas ninguém lhe deu a menor atenção.

Aquilo bastou para fazer Bruna, acostumada a agir como se fosse a dona da casa, quase explodir de raiva.

No fim, sem outra saída, ela chamou o mordomo da família Pereira e mandou que alguns empregados carregassem Cristiano para dentro.

Mas, é claro, não o levaram para o quarto de Isabela.

Por mais que Bruna quisesse jogá-lo lá, a porta estava cercada de gente. Ela não teria a menor chance.

Assim, Cristiano acabou sendo levado de volta para o próprio quarto.

Mesmo naquele estado, completamente entregue à bebida, ele ainda murmurou:

— Belinha... Belinha...

Bruna ficou muda por um instante.

Ao ouvir aquele sussurro arrastado, seu rosto se fechou ainda mais de raiva.

— Você ainda pensa nela?

Aquilo era de enlouquecer.

Depois de tudo o que Isabela tinha feito com as duas naquele dia, depois de quase matá-las, aquele inútil ainda estava ali, chamando por ela.

Cristiano, porém, parecia inconsciente, reagindo apenas por reflexo.

— Belinha...

Não importava o quanto Bruna estivesse furiosa. Ele continuava chamando por Isabela.

Tomada pela raiva, ela girou nos calcanhares e saiu do quarto na mesma hora.

Estava com fome, mas, depois da irritação que Cristiano lhe causara, perdeu completamente o apetite.

Voltou direto para o quarto para dormir. Agora, Taís estava no quarto de hóspedes.

Depois de um dia daqueles, Bruna estava exausta.

Mas, bem quando estava prestes a adormecer, ouviu batidas e estrondos do lado de fora. Foi o bastante para despertá-la de vez.

Irritada, pegou o celular e olhou a hora.

Cinco da manhã.

No mesmo instante, levantou-se furiosa e foi ver de onde vinha aquele barulho.

No fim, a confusão vinha da sala e da cozinha, no andar de baixo. Parada no alto da escada do segundo andar, Bruna gritou, fora de si:

— O que vocês estão fazendo?

— O café da manhã da senhorita Isabela. — Uma das empregadas respondeu, fria.

Bruna rangeu os dentes de ódio.

Desde o dia anterior até aquele momento, Bruna já vinha sendo humilhada e atormentada ao ponto de perder completamente a paciência.

Ela explodiu de vez.

Só que, no exato instante em que ia começar a armar um escândalo, duas empregadas subiram as escadas e a arrastaram para fora sem a menor cerimônia.

Ao ver aquilo, Taís correu para ajudar.

— O que vocês estão fazendo? Soltem a minha mãe! Soltem ela!

Como uma louca, Taís tentou puxar as duas empregadas que seguravam Bruna.

A resposta veio na mesma hora.

Outras duas avançaram, agarraram Taís também e jogaram as duas para fora juntas.

Nos últimos dias, a temperatura em Nova Aurora vinha caindo sem parar.

E o começo da manhã era justamente a hora mais fria do dia.

Taís e Bruna tinham saído dos quartos às pressas, acordadas pelo barulho, vestindo apenas roupas de dormir.

Agora, jogadas para fora daquele jeito, as duas tremiam de frio sem conseguir se controlar.

A empregada alta, loira e de olhos azuis olhou para elas com frieza e disse:

— Pelo visto, de ontem para hoje, vocês duas ainda não entenderam muito bem as regras daqui. Fiquem aí fora um tempo e esfriem a cabeça.

Bruna ficou sem reação.

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