Na mansão da família Pereira.
Ao ver Cristiano completamente bêbado, Bruna tratou logo de chamar alguém para levá-lo para dentro.
Mal pôs os pés lá dentro, começou a gritar com o pessoal de Isabela que estava pelo caminho. Não era para menos: foram eles as primeiras pessoas que viu assim que entrou.
Mas ninguém lhe deu a menor atenção.
Aquilo bastou para fazer Bruna, acostumada a agir como se fosse a dona da casa, quase explodir de raiva.
No fim, sem outra saída, ela chamou o mordomo da família Pereira e mandou que alguns empregados carregassem Cristiano para dentro.
Mas, é claro, não o levaram para o quarto de Isabela.
Por mais que Bruna quisesse jogá-lo lá, a porta estava cercada de gente. Ela não teria a menor chance.
Assim, Cristiano acabou sendo levado de volta para o próprio quarto.
Mesmo naquele estado, completamente entregue à bebida, ele ainda murmurou:
— Belinha... Belinha...
Bruna ficou muda por um instante.
Ao ouvir aquele sussurro arrastado, seu rosto se fechou ainda mais de raiva.
— Você ainda pensa nela?
Aquilo era de enlouquecer.
Depois de tudo o que Isabela tinha feito com as duas naquele dia, depois de quase matá-las, aquele inútil ainda estava ali, chamando por ela.
Cristiano, porém, parecia inconsciente, reagindo apenas por reflexo.
— Belinha...
Não importava o quanto Bruna estivesse furiosa. Ele continuava chamando por Isabela.
Tomada pela raiva, ela girou nos calcanhares e saiu do quarto na mesma hora.
Estava com fome, mas, depois da irritação que Cristiano lhe causara, perdeu completamente o apetite.
Voltou direto para o quarto para dormir. Agora, Taís estava no quarto de hóspedes.
Depois de um dia daqueles, Bruna estava exausta.
Mas, bem quando estava prestes a adormecer, ouviu batidas e estrondos do lado de fora. Foi o bastante para despertá-la de vez.
Irritada, pegou o celular e olhou a hora.
Cinco da manhã.
No mesmo instante, levantou-se furiosa e foi ver de onde vinha aquele barulho.
No fim, a confusão vinha da sala e da cozinha, no andar de baixo. Parada no alto da escada do segundo andar, Bruna gritou, fora de si:
— O que vocês estão fazendo?
— O café da manhã da senhorita Isabela. — Uma das empregadas respondeu, fria.
Bruna rangeu os dentes de ódio.
Desde o dia anterior até aquele momento, Bruna já vinha sendo humilhada e atormentada ao ponto de perder completamente a paciência.
Ela explodiu de vez.
Só que, no exato instante em que ia começar a armar um escândalo, duas empregadas subiram as escadas e a arrastaram para fora sem a menor cerimônia.
Ao ver aquilo, Taís correu para ajudar.
— O que vocês estão fazendo? Soltem a minha mãe! Soltem ela!
Como uma louca, Taís tentou puxar as duas empregadas que seguravam Bruna.
A resposta veio na mesma hora.
Outras duas avançaram, agarraram Taís também e jogaram as duas para fora juntas.
Nos últimos dias, a temperatura em Nova Aurora vinha caindo sem parar.
E o começo da manhã era justamente a hora mais fria do dia.
Taís e Bruna tinham saído dos quartos às pressas, acordadas pelo barulho, vestindo apenas roupas de dormir.
Agora, jogadas para fora daquele jeito, as duas tremiam de frio sem conseguir se controlar.
A empregada alta, loira e de olhos azuis olhou para elas com frieza e disse:
— Pelo visto, de ontem para hoje, vocês duas ainda não entenderam muito bem as regras daqui. Fiquem aí fora um tempo e esfriem a cabeça.
Bruna ficou sem reação.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Abortos Repetidos e Nenhuma Piedade: Os Culpados Vão Pagar
Tinha que ter como comprar o livro completo, pois como não está finalizado ainda não dá para saber por quanto ele vai sair no final......
Como Isabela não fez o teste de paternidade ainda?...
Livro excelente,mas demora muito para atualizar...
Posta mais capitulos...