Renato e Antônio também perceberam o constrangimento de Bruna.
Renato se apressou em falar:
— Cris bebeu demais. A gente trouxe ele de volta. Vamos entrar primeiro e levar ele para o quarto.
Os dois já iam amparando Cristiano para dentro quando, ao passarem por Bruna, ela agarrou de repente a manga de Renato.
— Espera.
— O que foi, Sra. Bruna?
Bruna hesitou por um instante antes de responder, visivelmente sem graça:
— Melhor levar ele para um hotel.
Naquele dia, a casa inteira tinha virado um caos por causa de Isabela. E, depois de Cristiano já ter saído ferido dali, Bruna não queria que algo acontecesse com ele de novo.
Aquela desgraçada tinha voltado justamente para se vingar e atormentar todos eles.
Ela já tinha perdido um filho.
A neta também se foi.
Agora, Bruna não queria de jeito nenhum que alguma coisa acontecesse com Cristiano também. Mesmo que ele tivesse de dormir num hotel, ela não aceitaria deixá-lo ficar ali.
Aquela desgraçada gostava de colocar fogo nas coisas, não gostava?
Então que tivesse coragem de incendiar todos os hotéis de Nova Aurora e acabar de vez com a última saída deles.
Naquele momento, Bruna já tinha se decidido.
As propriedades da família Pereira? Se fossem perdidas, paciência.
No dia seguinte, ela levaria Lílian e Taís para morar num hotel.
Se Isabela queria continuar armando esse inferno, que ficasse sozinha em casa, se consumindo na própria loucura. Bruna não ia mais acompanhar aquilo.
Já que não dava para enfrentar, então pelo menos dava para evitar.
Se fosse antes, Bruna jamais teria imaginado que um dia precisaria se afastar de Isabela...
Mas agora ela tinha sido empurrada até o limite.
"Que esperasse.
Quando a polícia encontrasse provas de que Isabela tinha matado a criança, ela passaria o resto da vida na cadeia."
Ao pensar nisso, Bruna finalmente se sentiu um pouco melhor.
Só que...
Ela não percebeu que, naquele instante, a expressão de Renato e Antônio tinha mudado.
Principalmente a de Antônio. Ele simplesmente não sabia nem como começar a falar.
Ficava lançando olhares o tempo todo para Renato.
Renato, por sua vez, também sentia o couro cabeludo formigar, sem saber como explicar aquilo...
— Então vou deixar ele nas mãos de vocês. — Acrescentou Bruna, ao ver que os dois continuavam parados.
Naquele momento, ela já tinha se decidido: não daria mais nenhuma chance para Isabela e Cristiano se reaproximarem.
Mesmo que Isabela não aceitasse o divórcio, Bruna nem cogitava permitir que ela continuasse ligada a Cristiano.
Só pela postura que vinha mostrando agora, Bruna jamais aceitaria que ela continuasse sendo a nora da família Pereira.
— Eu sei que a senhora não vai acreditar. A gente também não quis acreditar.
Ele fez uma pausa antes de completar:
— Mas essa é a verdade. Não existe um único hotel disposto a hospedar o Cris.
Bruna ficou muda.
Nenhum hotel aceitava Cristiano?
— Foi a Isabela que fez isso?
Foi imediato.
Bruna sentiu a pressão subir junto com a raiva.
Aquela desgraçada...
— O Sérgio ajudou ela nisso?
Ao pensar que Sérgio sempre tinha ficado ao lado de Isabela e que agora a ajudava até esse ponto, o rosto de Bruna se fechou ainda mais.
Mas não...
Como Sérgio teria poder para interferir em todos os hotéis de Nova Aurora?
A não ser que...
Não, isso também não fazia sentido. A família Cardoso sempre agiu com discrição.
Só que Sérgio tinha um tio com influência lá em cima.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Abortos Repetidos e Nenhuma Piedade: Os Culpados Vão Pagar
Tinha que ter como comprar o livro completo, pois como não está finalizado ainda não dá para saber por quanto ele vai sair no final......
Como Isabela não fez o teste de paternidade ainda?...
Livro excelente,mas demora muito para atualizar...
Posta mais capitulos...