Com as certidões de casamento em mãos, Laís e Jorge retornaram à antiga propriedade da família Andrade.
Clara Campos, Daniel Andrade, Lídia Lima, Débora Medeiros e muitas outras pessoas da casa esperavam os dois com uma ansiedade enorme.
O carro mal havia parado.
Laís e Jorge apenas se abaixaram para sair do veículo.
Imediatamente estouraram os lança-confetes e soltaram fogos de artifício. O tapete vermelho, preparado com antecedência, estendia-se de fora do pátio até o interior da propriedade.
O grau de celebração não devia em nada a uma cerimônia de casamento.
Laís olhou para os rostos conhecidos que se apertavam do lado de fora do pátio, e para o sorriso exultante estampado em cada feição.
Com o coração apertado, ela lembrouse mais uma vez da atmosfera fria da sua primeira visita à Mansão Vasconcelos, logo depois de ter oficializado o seu casamento anterior com Felipe.
Os olhos de Laís ficaram levemente marejados.
— E então? Conseguiram a certidão? Tudo correu bem?
Clara Campos apressou-se, agarrando a mão de Laís, e indagou com grande emoção.
Laís ergueu a certidão de casamento nas mãos e assentiu:
— Sim, tudo ocorreu muito bem.
Ao ver a caderneta avermelhada, Clara abriu um largo sorriso. Tomando-a de imediato, ela abriu a capa para exibir, radiante, a página de rosto e a foto dos dois para todos os presentes:
— Todos estão vendo? Meu filho já tem esposa!
— Mãe, olhe! A senhora não precisa mais se preocupar em o seu neto ficar solteirão! Ele finalmente tomou jeito!
Clara, eufórica como uma criança, correu até Débora Medeiros e colocou a certidão de casamento em suas mãos.
Débora vestia um cardigã fino de tom cinza prateado, exibia fios grisalhos e parecia ter emagrecido consideravelmente; havia uma nítida exaustão em seu semblante.
Talvez devido à doença, a sua pele não ostentava o mesmo viço de outrora.
O coração de Laís apertou-se; ela correu ao encontro de Débora, tomando-lhe a mão:
— Professora Débora, a senhora... está se sentindo melhor?
Laís jamais imaginara que, embora ela e Jorge só tivessem assinado a documentação oficial e ainda não houvessem realizado a cerimônia,
A família Andrade dispensaria tamanha importância ao ato; não apenas adornaram o pátio inteiro com laços vermelhos e símbolos de dupla felicidade, mas também convidaram tanto os parentes da parte da avó materna de Jorge quanto os parentes da família Andrade para uma refeição.
O pátio da família Andrade era enorme, a ponto de acomodar tranquilamente umas sete ou oito grandes mesas redondas.
Sobre as mesas já haviam sido providenciadas iguarias deliciosas, bebidas destiladas e vinhos excelentes.
Todos se sentaram ao redor das mesas, usufruindo da brisa leve em profunda alegria, enquanto comiam e brindavam.
Uma lua cheia cintilava alta no firmamento, pincelando toda a festividade com um toque de perfeição e romance.
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Enquanto isso, Felipe e Zoraida dirigiam-se à residência da família Vargas.
Como prova de sua sinceridade, Felipe já havia ordenado que se preparasse um porta-malas repleto de presentes, não faltando mimos de luxo, tais como artigos em ouro, iguarias de sopa nutritiva e ervas medicinais, e bebidas alcoólicas refinadas e cigarros de alta classe.
No passado, Felipe nunca tomou tais atitudes em prol da família de Laís, sob a justificativa de que não considerava aquilo necessário.

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