Ela estendeu a mão e beliscou o rosto bonito de Jorge de forma travessa, enlaçando o pescoço dele com os dois braços, e não pôde deixar de agir com dengo:
— Porque agora eu já tenho o melhor homem do mundo ao meu lado. Eu não sou uma mulher tola de largar o que é precioso para correr atrás de coisas sem nenhum valor.
— Então, você poderia ter um pouco mais de confiança em si mesmo?
O olhar de Jorge finalmente relaxou, e ele soltou um longo suspiro de alívio instintivamente:
— Que bom.
— Eu realmente quase achei que... você tinha se apaixonado por ele de novo.
Jorge perdeu completamente a vontade de trabalhar. Ele simplesmente pegou Laís no colo, fazendo-a sentar sobre suas pernas, e disse com a voz grave:
— Você não pode brincar comigo em assuntos do coração, Laís. Eu vou ter que te punir.
Laís sentiu a respiração dele ficar visivelmente mais pesada e imediatamente percebeu que o perigo se aproximava:
— Jorge, acalme-se. Ainda é dia e, além disso, temos que sair logo, há uma reunião à tarde.
Jorge apertou levemente os lábios finos, e suas mãos instintivamente abraçaram a cintura de Laís com mais força:
— Não tem problema. Falta ainda uma hora para a reunião, dá tempo suficiente.
Laís apontou para o computador:
— Não dá, eu ainda tenho que corrigir os dados de um relatório, os números não estão precisos o suficiente.
As mãos de Jorge já começavam a se comportar mal. Com a outra mão, ele encontrou tempo para puxar o computador que havia empurrado e colocá-lo na frente de Laís:
— Tudo bem. Você termina de ajustar os dados que precisa, que eu cuido do resto.
Laís: — ...!!!
...
Cinquenta minutos depois.
Os dois saíram do quarto, um atrás do outro.
Laís andava apressadamente enquanto prendia o cabelo rapidamente com uma presilha.

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