Houve um silêncio de alguns segundos do outro lado da linha, seguido pelo riso contido de um homem:
— Sim, é verdade, mãe.
Ao ouvir aquilo, Lídia segurou o telefone tomada pela emoção, rompendo em prantos instantaneamente, incapaz de formular palavras.
Vendo o estado dela, Laís apressou-se em abraçá-la:
— Qual é, quando você era jovem era tão durona, nem de longe tão sentimental quanto agora.
— A volta do meu irmão é um motivo de tanta alegria, e veja só como a mãe ficou abalada.
Laís segurou o telefone e gritou de alegria:
— Irmão, quando você voltar, eu e o Jorge iremos buscá-lo no aeroporto.
Lídia, com dificuldade, conseguiu acalmar as emoções e disse apressada:
— Eu também, eu também vou.
— Tantos anos sem ver o meu filho, tenho que ir buscá-lo no aeroporto pessoalmente.
Nesse instante, Aline interveio subitamente com sua vozinha doce:
— A Aline também vai!
A frase de Aline fez todos caírem na gargalhada na mesma hora.
Lídia puxou Aline prontamente para um abraço:
— Tá bem, tá bem, a nossa Aline também vai buscar o titio e trazê-lo para casa, combinado?
— Que coisa maravilhosa! Nossa família finalmente vai se reunir!
Aline, aquela espertinha, que a cada dia falava melhor, logo levantou as mãozinhas e gritou:
— Buscar o titio! Buscar o titio!
A ingenuidade e doçura infantil fizeram todos rirem abertamente.
Do outro lado da linha, Bill também não resistiu a dar uma risada leve:
— Está bem, o titio vai preparar um presente para a Aline.
— Então nos vemos amanhã.
Laís respondeu prontamente:
— Combinado! Irmão, até amanhã!
Após desligar o telefone, Lídia caiu sentada na cadeira, chorando incontrolavelmente.
Laís entendia que a mãe finalmente soltou todas as emoções que guardou por muitos anos, por isso chorava daquela forma.

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