— Você realmente veio se vingar apenas pelo seu irmão, sem que ninguém o tenha mandado?
Laís perguntou friamente.
O sorriso de Hélio era gélido:
— Foi pelo meu irmão, mas também foi por dinheiro.
— Não me diga que você não sabe?
Laís franziu o cenho, confusa:
— Saber o quê?
Hélio respondeu:
— Se você prometer me soltar, não chamar a polícia e não prestar queixa, eu conto um segredo sobre você.
Laís o analisou em silêncio por alguns segundos; ele lhe passava uma sensação extremamente lúgubre.
Ele estava com um rosto pálido doentio, os olhos se mexiam nervosos e dava para ver claramente suas más intenções. Laís sentiu uma repulsa muito forte por ele.
Os dois irmãos eram parecidos na maldade, e os dois causavam repulsa.
Laís não tinha tempo para negociar condições. Ela agarrou-o pelo colarinho e o empurrou com violência contra a parede ao lado, num movimento rápido e implacável.
— É melhor você entender qual é a sua situação. Atirar uma arma e tentar matar pessoas em plena luz do dia aqui no Brasil é um crime gravíssimo!
— Quer você fale ou não, eu vou mandar prendê-lo para apodrecer na cadeia junto com o seu irmão!
Hélio não esperava que Laís, uma simples mulher, fosse tão feroz.
Aquele choque deixou a cabeça dele girando, vendo estrelas.
— Laís, você não tem do que se gabar!
— Você também não vai viver por muito mais tempo!
— Alguém botou uma recompensa enorme de um milhão no mercado clandestino para pôr preço na sua cabeça!
— Mesmo que você tenha tido sorte e escapado de mim hoje, e daí? De agora em diante, outras pessoas vão continuar vindo atrás de você! Apenas espere!
Hélio perdeu completamente as estribeiras e desatou a praguejar e berrar contra Laís ali mesmo.


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