— Então aumente a dose! — Jeane sibilou. — Use o estoque que deixei na sua sala. Amanhã, na audiência, Corrado deve abdicar publicamente de qualquer direito de Lucretia sobre o bando dele, alegando insanidade da filha por se unir a humanos e a um Alfa sem memória. Depois disso, entregaremos a ruiva ao McCormack. O vínculo cuidará do resto.
Darick sentiu o sangue gelar. Ele tateou a bolsa de Jeane, que estava em cima de uma poltrona perto da passagem, e deslizou o frasco original de volta para o fundo falso. Suas mãos suavam, mas ele conseguiu fechar o zíper sem fazer barulho. Ele precisava sair dali e contar tudo.
No entanto, ao se virar para retornar pela passagem, ele deu de cara com um par de botas de couro engraxadas. Ele subiu o olhar lentamente e encontrou os olhos de Kolby Sheffer. O Alfa do CrestMoon estava parado na sombra da passagem de serviço, com os braços cruzados.
— Ora, ora... o que temos aqui? — Kolby sussurrou, um sorriso perverso brincando em seus lábios. — Um ratinho humano brincando de espião?
Darick tentou empurrá-lo para correr, mas Kolby o segurou pelo colarinho, levantando-o do chão com uma facilidade irritante.
— O que você colocou na bolsa da minha sogra, garoto? E por que eu não deveria quebrar seu pescoço aqui mesmo por invadir os aposentos dela?
Darick não tinha contado com aquele ali! Kolby ficou a maior parte do tempo quase invisível e, como os rapazes não conheciam a natureza dele, não sabiam como ele trabalhava na surdina.
— Eu… eu só devolvi algo que ela me emprestou. Só isso! — Darick respondeu, pensando que não era mentira. Ela só não sabia que tinha emprestado. Mas ele devolveu! Não foi roubo!
Com esse tipo de pensamento, o cheiro de Darick não mudou para o de quem estava mentindo, por isso, Kolby não sentiu isso. Ele estreitou os olhos para o humano e o levou dali.
— Ei, pra onde vai me levar? — Darick perguntou, rebatendo-se.
— Fique quieto! Ou eu vou falar com a minha querida sogra e saber o que de tão misterioso ela te emprestou que você precisou rastejar para devolver sem ninguém ver!

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Segunda Chance do Alfa: Minha escrava, minha Luna.