Ele pensou se não era hipócrita, já que Lucretia também estava com outra pessoa.
“Mas eu sou marido dela. Apareci antes desse cara, na vida dela!”
— É, e é aí que a gente tem que ficar de olho — Lucretia o trouxe de volta à terra. — Porque minha loba, Rhys, eu te disse que tá dormindo.
Ela explicou a ele, quando este a questionou sobre a falta da marca entre eles. Rhys achou que o timing era incrível: quando eles finalmente podiam se marcar, aconteceu aquilo. Claro, ele não sabia lembrava de um detalhe: a maldição colocada nele pela Deusa da Lua.
A noite, que poderia ter sido complicada demais para Macy, na verdade foi muito tranquila. Elijah a visitou cedo, quando o Sol mal tinha raiado, e ela, dessa vez, não se esquivou dele como antes. Se o bebê se sentiu bem com aquele homem-lobo por perto, então… então ele não era ruim. Meio grosseiro, e mal-humorado, mas tudo bem.
— Obrigada — ela falou, timidamente.
Elijah tinha tido tempo para pensar. Aquilo era só um efeito de ele querer ser pai, de ter uma fêmea grávida e vulnerável e, também… não seria nada mal usar aquilo para fazer Lucretia sentir ciúmes. Ela tinha que sentir. Nenhuma companheira predestinada, mesmo antes de ser marcada, ficava feliz em ver seu macho cortejando e se preocupando com outra.
— Eu apenas fiz o que podia. Não foi nada de mais.
Macy sorriu.
— Acho que começamos com o pé esquerdo, não foi? — ela estendeu a mão para ele. Elijah olhou para a mão dela e não se moveu. Após alguns poucos segundos, Macy sentiu-se boba e constrangida. Ela abaixou a mão. — Não precisamos ser amigos. Foi só uma oferta de paz.
— Deixe-me ser claro, aqui: eu não estou procurando uma companheira, já encontrei a minha. E você… não passa de uma humana — Elijah começou a falar e Macy abriu a boca, não acreditando que ele falaria besteira de novo. — Não quero te ofender, só deixar tudo às claras, ok? Não tenho interesse em você.
Lá na mente dele, o lobo gritava: mentira! Porém, este também estava confuso.
Macy soltou uma risada de deboche.


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