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A Segunda Chance do Alfa: Minha escrava, minha Luna. romance Capítulo 168

Rhys, ainda segurando o rosto de Lucretia com uma reverência que beirava a adoração, afastou os lábios dos dela apenas o suficiente para fitá-la nos olhos. O azul profundo de suas íris parecia buscar nela uma âncora para a realidade que lhe escapava. Lucretia parecia completamente bêbada de desejo e alívio, um estado que a deixava com as faces coradas e os lábios entreabertos, o que fazia o interesse de Rhys aumentar a cada batida de seu coração.

— Você me ama? — Lucretia perguntou. Sua voz era um sussurro trêmulo, carregado de uma esperança que ela tentava proteger do cinismo do destino. Ela esperou tanto por ouvir aquilo, por sentir que, mesmo sem as lembranças do que construíram, a essência do que sentiam permanecia intacta.

Para Rhys, a pergunta ecoou de uma forma estranha. Seu cérebro era um deserto de fatos; ele não conseguia recordar o dia do casamento, as brigas no escritório, ou o toque da pele dela sob os lençóis de seda do ShadowBlood. No entanto, as palavras haviam saído de sua boca com a naturalidade de um rio que encontra o mar. Não foi uma escolha lógica, foi uma necessidade biológica e espiritual. Para ele, naquele momento, Lucretia não era uma estranha que afirmava ser sua esposa; ela era a peça que faltava no quebra-cabeça que Harold o ajudara a suportar. O nome "Rhys" era a única coisa que ele tinha quando o idoso o encontrou jogado na floresta, e agora, vendo essa mulher, o nome parecia finalmente ter um propósito.

— Amo. Eu não sei como, já que não lembro do que vivemos juntos, mas… eu amo. Eu sinto isso, bem aqui — ele pegou a mão dela e a pressionou contra o peito, onde o músculo cardíaco trabalhava freneticamente sob a pele marcada por cicatrizes recentes. — Lucretia, como eu perdi a memória? O que aconteceu? Eu só sabia o meu nome... Harold, um senhor que vive na floresta, me salvou, mas eu não sabia de onde vinha ou quem me esperava.

Lucretia soltou o ar, fechando os olhos por um segundo para conter as lágrimas. Harold era um desconhecido, porém, ela era imensamente grata a ele, fosse quem fosse. Ela finalmente via o marido, mas a dor de saber que ele era um estranho para a própria história a dilacerava.

— Olha, ninguém sabe ao certo todos os detalhes. O Beta Martin, seu melhor amigo, estava com você quando o carro foi atacado. Nós conseguimos recuperá-lo, Rhys, e ele estava em um estado terrível, envenenado. Mas ele não perdeu a memória, apenas você... — Ela acariciou a barba que ele agora ostentava, sentindo os pêlos ásperos contra seus dedos delicados. — Eu não sei exatamente o que fizeram com você para apagar sua mente dessa forma, mas eu juro que vamos descobrir.

Capítulo 168 1

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