O primeiro instinto dela foi observar e, assim que percebeu que realmente estavam sendo atacados por algo “invisível”, quis se afastar dali, porém, o corpo não respondia. Ou melhor, ele estava lento demais.
Ao tentar falar, Lucretia percebeu que sua voz não saía. Como ela poderia dar ordens, ou mesmo pedir ajuda?
A garganta começou a parecer inchada, e ela abriu a boca, mas nada saía, de fato. Olhou para os outros e eles pareciam sofrer do mesmo mal. O que era aquilo?
A única coisa que ela conseguia pensar era que queria Rhys. Ela queria poder se comunicar com ele, mas como? Kali nem mesmo surgia. Naquele momento, ela tentou alcançar a loba, sem sucesso.
“ — Ora, ora, se não é a pequena companheira do grande Alfa!”
Essa voz não era a de Kali, mas estava definitivamente dentro da mente de Lucretia. Todos os pêlos do corpo dela se eriçaram.
“ — Ele é uma delícia, posso entender por que quer encontrá-lo com tanta urgência… Mas esse seu Alfa McCormack também não é de se jogar fora. Que sortuda! Ter os dois na mesma cama deve ser um sonho!”
“ — Quem… é você?” — até mesmo os pensamentos internos de Lucretia estavam difíceis. A mente dela começava a falhar, talvez devido à falta de ar. “ — O que quer?!”
A voz riu dentro da mente de Lucretia. Aquela voz… não lhe era completamente estranha. havia algo de familiar, porém, a ruiva não conseguia distinguir quem era. Ela já havia conversado com aquela pessoa? Ou era apenas uma voz parecida?
“ — Tão inteligente, e tão tapada, ao mesmo tempo. Pensa mais um pouquinho. Ou não. não acho que consiga, e isso trabalha ao meu favor.”

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