Uma mulher apareceu. Ela usava um vestido bonito, arroxeado e degradê, como uma flor. Seus cabelos loiros desciam em cascata. Ela sorriu para Rhys, que não abaixou a guarda.
— Quem é você? — ele perguntou, estreitando os olhos. O sorriso da mulher não vacilou.
— Eu sou alguém que pode te ajudar a alcançar o que quer. E o que precisa.
Ele levantou uma das sobrancelhas.
— Olha, dona, eu não tô interessado em nenhum acordo esquisito. Com licença.
Ela tinha uma aura estranha. Olhando, parecia uma mulher de seus quase quarenta anos ou algo do tipo, bonita, charmosa, e com um sorriso doce. Porém, tudo dentro de Rhys estava gritando “perigo!”, e ele não ignoraria. Embry, dentro dele, rosnava.
“ — Ela não é um ser normal.”
“ — É como nós?”
“ — Não. Ela não é humana, mas não é como nós, nem como aqueles lobos perto da cabana do velho.”
“ — Respeito, Embry.”
“ — E ele é novo? Você entendeu! Sabe que eu admiro o velho!”
Rhys soltou um suspiro e estava pronto para virar-se, mas sentia que não seria uma boa ideia ficar de costas para aquele ser. Se ele pudesse arriscar, diria que ela era uma bruxa. Não que ele tivesse conhecimentos sobre elas, mas pelas histórias que Harold contou, essa foi a palavra que lhe surgiu na mente.
— Vai se arrepender se for embora, agora.
— Já disse que não tenho interesse.
Ele continuou nadando e a mulher soltou uma risadinha.
— Posso trazer a sua companheira.
Aquilo fez os pêlos dos braços de Rhys se arrepiarem. Sim, ele queria a companheira dele, porém, não faria qualquer coisa.
— Não, obrigado.
A expressão da mulher mudou na hora, mas Rhys já estava com as costas viradas e não viu como ela o olhava com malícia e irritação.

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